Queimadas provocam aumento da fumaça e piora na qualidade do ar no Amazonas (Foto: Reprodução)
Manaus (AM) – O Amazonas registrou 2.384 focos de calor entre 1º e 19 de setembro de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa um aumento de 282,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram identificados 624 focos.
O crescimento ocorre durante o período de estiagem no estado e coincide com episódios de fumaça e piora na qualidade do ar, principalmente em Manaus.
Fumaça chega a Manaus
A fumaça registrada na capital não tem, necessariamente, origem em Manaus. Segundo especialistas, partículas podem ser transportadas de áreas onde ocorrem queimadas, incluindo municípios do interior e da Região Metropolitana, como Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru.
Os focos de calor identificados pelo Inpe são detectados por satélites. Cada registro indica uma área com temperatura compatível com a presença de fogo na superfície, mas não representa necessariamente um incêndio individual.
O dado também não permite determinar, sozinho, o tamanho da área queimada. Em Manaus, além da fumaça, moradores enfrentam cheiro forte e concentração de poluentes no ar.
Qualidade do ar
Em 17 de setembro, a concentração média de partículas finas PM2,5 chegou a 94,7 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “muito ruim”.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também registrou qualidade do ar entre moderada e ruim em diferentes pontos da capital. Entre as áreas com concentrações superiores a 50 µg/m³ estavam Compensa, Centro, Morro da Liberdade e Distrito Industrial 1.
A combinação de estiagem, baixa umidade, calor e aumento das queimadas favorece a permanência da fumaça na atmosfera e pode contribuir para a piora da qualidade do ar em Manaus e municípios próximos.
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