Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Relatório de Renan sentencia imunidade de rebanho e atraso nas vacinas

Relatório preliminar foi divulgado ainda nesta terça-feira; ele deve ser lido na CPI na quarta-feira (20), e a votação está marcada para 26/10

Foto: Agência Senado

BRASÍLIA, DF – O relatório apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado concluiu que o governo federal teve um “erro de estratégia” nas ações de enfrentamento à pandemia de covid-19, o que contribuiu significativamente para elevar o número de mortes; relatório veio a público nesta terça-feira (19).

Segundo Renan, o governo chefiado por Jair Bolsonaro (sem partido) teria sido omisso e “optou por agir de forma não técnica” no enfrentamento à doença. Entre as decisões criticadas no relatório, está a chamada “imunidade de rebanho”, a priorização de um tratamento precoce sem amparo científico, o atraso na aquisição de vacinas e o desestímulo ao uso de medidas não farmacológicas.

Leia mais: CPI da Covid pede 72 indiciamentos, acusa Bolsonaro por homicídio qualificado e mais 10 crimes

Calheiros ainda disse que as investigações da CPI mostraram que a compra de vacinas nunca foi prioridade do governo. “Com esse comportamento o governo federal, que tinha o dever legal de agir, assentiu com a morte de brasileiras e brasileiros”, apontou.

“Essa atuação negligente apenas reforça que se priorizou a cura via medicamentos, e não a prevenção pela imunização, e optou-se pela exposição da população ao vírus, para que fosse atingida mais rapidamente a imunidade de rebanho”, afirmou o relator.

“Genocídio indígena”

Renan ainda disse, em seu parecer, que algumas informações recebidas pelo colegiado são preocupantes. Elas dizem respeito ao impacto da pandemia na população indígena brasileira. “Denúncias sobre a ocorrência de genocídio contra povos indígenas começaram a surgir ainda em 2019, e fatos novos trazidos à CPI durante a pandemia constituem indícios fortes de que esse crime esteja, de fato, em curso”, salientou.

O documento produzido por Calheiros se ampara em um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) enviado à CPI. Segundo o estudo, o país registrou, em 2020, mais mortes por covid-19 do que 178 países com dados compilados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No relatório, Renan Calheiros pede o indiciamento de 70 pessoas e duas empresas. Entre os pedidos, está o do presidente Jair Bolsonaro, acusado de ter cometido 11 crimes, entre eles, o de um suposto genocídio indígena.

(*) Com informações da CNN Brasil.

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