Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Rossieli Soares parte para Minas Gerais para assumir Secretaria de Educação em meio a críticas e escândalos

O currículo do novo secretário é acompanhado por uma série de polêmicas que ainda repercutem nos estados pelos quais passou.

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(Foto: Reprodução/ Assessoria)

Minas Gerais – O ex-ministro da Educação e ex-secretário de Educação do Amazonas e do Pará, Rossieli Soares, divulgou nesta segunda-feira (28) em suas redes sociais uma foto dentro de um avião com a legenda “Partiu… Minas Gerais”, confirmando sua ida ao estado onde assumirá oficialmente o comando da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). A nomeação já era especulada nos bastidores desde o início de julho.

A chegada de Rossieli ao governo mineiro marca mais um capítulo da sua longa trajetória à frente de políticas educacionais em diversos estados e também no Governo Federal.

No entanto, o currículo do novo secretário é acompanhado por uma série de polêmicas que ainda repercutem nos estados pelos quais passou.

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Passagens controversas pelo Norte

Durante sua atuação como secretário de Educação no Amazonas, Rossieli foi alvo de críticas severas pela condução de contratos milionários durante a pandemia, incluindo a contratação emergencial de uma empresa para aulas remotas por rádio e televisão, com valores considerados exorbitantes.

O caso chegou a ser analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que apontou falhas na execução e transparência do projeto.

No Pará, sua gestão também foi marcada por denúncias de favorecimento em licitações, além de críticas de servidores e sindicatos da educação quanto à precarização das condições de trabalho e à falta de diálogo com a base.

Ligação com o Governo Federal

Rossieli também foi ministro da Educação no governo Michel Temer, período em que enfrentou forte resistência de setores educacionais por conta da tentativa de implementar a reforma do Ensino Médio sem amplo debate com a sociedade.

A proposta, que mudou profundamente a estrutura curricular das escolas, é considerada até hoje controversa por especialistas e professores.

Em Minas Gerais

Agora, à frente da pasta mineira, Rossieli terá como missão enfrentar problemas históricos da educação em Minas Gerais, como a baixa remuneração dos professores, a defasagem no aprendizado agravada pela pandemia e a resistência de parte da categoria a políticas de gestão que envolvam metas e bonificações.

Apesar das polêmicas, Rossieli mantém apoio político de setores influentes da educação nacional e é visto como um gestor com trânsito técnico e político.

A nomeação em Minas Gerais demonstra o prestígio que ainda possui, apesar das acusações que pesam sobre suas gestões anteriores.

A expectativa é de que Rossieli tome posse ainda nesta semana e comece a anunciar sua equipe e prioridades para os próximos meses.

A comunidade educacional mineira, no entanto, observa com cautela, esperando que a experiência acumulada venha acompanhada de mais transparência, participação social e compromisso com a valorização dos profissionais da educação.

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