Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Coluna AM1

Senadores do AM pressionam Lula e Senado por liberação da BR-319

Força-tarefa no Senado busca derrubar barreiras ao licenciamento ambiental.

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Coluna Conexão Brasília – Por Clébio Cavagnolle*

FORÇA-TAREFA

Os três senadores do Amazonas decidiram unir esforços e fazer uma força-tarefa para derrubar os vetos do presidente Lula ao licenciamento ambiental que colocam obstáculos à recuperação e pavimentação da BR-319. Aliado de Lula, Omar Aziz (PSD) chegou a usar a tribuna do Senado para criticar os vetos, e lembrou do acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para tocar a obra. Omar pediu que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), paute os vetos para votação assim que chegarem à Casa. O senador Eduardo Braga (MDB) vai na mesma linha, e criticou a derrubada da emenda que incluiu na Lei Geral de Licenciamento Ambiental, que isentava obras de manutenção em infraestruturas já existentes da necessidade de licenciamento ambiental, justamente o caso da BR-319. Plínio Valério (União Brasil) não poupou críticas ao Ministério do Meio Ambiente pela decisão de fazer novo estudo sobre a estrada, mesmo depois de vários laudos já terem comprovado a viabilidade econômica e ambiental da obra.

SEM DISCÓRDIA

E meio às críticas de Omar Aziz aos vetos no “PL da devastação”, o presidente Lula tratou de chamar o aliado para um almoço nesta quarta-feira, exatamente no dia de aniversário do senador. Tudo para acalmar os ânimos. Lula vai apoiar Aziz na corrida ao governo do Amazonas, e vê no político a possibilidade de melhorar o próprio desempenho na busca por um quarto mandato.

DIÁLOGO

Diante das inúmeras críticas aos vetos de Lula, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entrou em campo para reduzir a temperatura das discussões. Marina falou em alto e bom tom, durante um evento público em Brasília, que o governo segue aberto ao diálogo sobre os vetos. A ministra voltou a defender que a ação do presidente foi para preservar a integridade do licenciamento ambiental como fator primordial para a preservação do meio ambiente.

CPMI DO INSS

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), decidiu indicar, nesta sexta-feira, seu correligionário, o deputado Ricardo Ayres, como relator da CPMI do INSS. A comissão vai apurar as fraudes no INSS e terá o senador Omar Aziz como presidente. Aliás, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, já mandou avisar Omar: A CPMI será instalada de qualquer jeito na próxima semana.

DEVANEIO

Aliados do senador Eduardo Braga classificaram como “devaneio” a informação que circulou nos bastidores de Brasília de que ele poderia deixar a disputa pela reeleição ao Senado para tentar voltar ao posto de governador do Amazonas. Segundo essas fontes, Braga estaria fechado com a proposta de chapa que lançaria seu nome e o de Marcelo Ramos (PT) ao Senado, com Omar Aziz na disputa pelo governo do Estado. Será?

FESTA

Marcelo Ramos, aliás, tem aumentado a frequência de visitas à Capital Federal. Para garantir apoio do governo federal e se cacifar para a disputa ao Senado, o ex-vice-presidente da Câmara até marcou uma recepção para comemorar seu aniversário, na próxima quarta-feira, no badalado Lago Sul, região nobre de Brasília. Além de políticos influentes, Marcelo também convidou jornalistas e analistas políticos para o encontro.

SEM ALIANÇA

O deputado federal capitão Alberto Neto (PL) tem negado qualquer intenção ou negociações para formar uma aliança com o governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) para uma eventual chapa ao governo do Amazonas nas eleições de 2026. O deputado afirmou aos correligionários, inclusive, que não houve nenhum encontro com Wilson Lima para discutir o tema. Segundo ele, o PL vai lançar candidatura própria, com Maria do Carmo, ao governo. O capitão reafirmou ainda que vai disputar uma cadeira no Senado.

JULGAMENTO RÁPIDO

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ministro Cristiano Zanin, marcou para 2 de setembro a primeira sessão de julgamento da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado depois da eleição presidencial de 2022, e que tem como principal réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de mais sete aliados, entre eles, o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e Walter Braga Netto, que foi candidato à vice-presidente na chapa de Bolsonaro. O grupo é acusado pela Procuradoria Geral da República de tramar a ruptura do Estado Democrático de Direito para manter Bolsonaro no poder depois da derrota para Lula. No STF, a expectativa é de que o julgamento termine dentro do mês de setembro mesmo. E as apostas são de que, mesmo com sinais claros de divergência, o ministro Luiz Fux deve votar pela condenação do ex-presidente, mas com abrandamento da pena. Os demais integrantes da Primeira Turma, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino devem seguir o entendimento e a fixação de pena proposta pelo relator, Alexandre de Moraes.

(*) Jornalista há 21 anos, passou por veículos da grande Mídia como O Estado de São Paulo e TV Globo. Atualmente, é repórter e apresentador de TV Record. Atua há oito anos na cobertura política em Brasília, com foco nos Três Poderes. Trafega entre as principais autoridades do País. Constantemente de olho nos bastidores das decisões tomadas na Capital Federal que impactam todo o Brasil, principalmente o Amazonas.

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