Manaus, 21 de fevereiro de 2024
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Economia

Shein prometeu criação de 100 mil empregos no Brasil, diz Haddad

A Shein se comprometeu a aderir ao pano de conformidade da Receita Federal com outras plataformas de e-commerce.

Shein prometeu criação de 100 mil empregos no Brasil, diz Haddad

“É importante que eles vejam o Brasil não só apenas como um mercado consumidor", disse Haddad (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasília (DF) – Acionistas da Shein se reuniram, nesta quinta-feira (20), com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os executivos do e-commerce anunciaram um investimento de direto no Brasil e o compromisso de gerar 100 mil empregos no país.

O investimento será destinado a produzir aqui o que a Shein vende em seu site. A meta é em quatro anos nacionalizar 85% do que é consumido no Brasil. Outro compromisso da companhia foi o de aderir ao plano de conformidade da Receita Federal.

“Eles estão dispostos a fazer aquilo que for necessário para, com outros portais e com todo o comércio eletrônico, normalizar as relações com o Ministério da Fazenda”, disse Haddad.

Conformidade é a contrapartida

O ministro anunciou a contrapartida do governo brasileiro a proposta dos chineses. “A companhia vai aderir ao plano de conformidade desde que seja uma regra que valha para todos. Essa é a única contrapartida nossa”, afirmou.

“Obviamente não queremos nada diferente, queremos condições iguais para todo mundo. E se a regra valer para todo mundo, eles absorveram os custos dessa conformidade e não a repassarão ao consumidor”, ressaltou o ministro.  

Quanto a nacionalização da produção, Haddad explica. “É importante que eles vejam o Brasil não só apenas como um mercado consumidor, mas como uma economia de produção”, comentou.

Outras plataformas

Haddad afirmou que outras plataformas – Shopee e Ali Express – já manifestaram interesse em aderir ao plano de conformidade. “Faltava um aceno de quem fez o aceno hoje [Shein], de respeito à soberania brasileira, às leis brasileiras que toda grande empresa tem que fazer”, indicou. 

Para o ministro, a regulamentação deve ser feita de forma adequada “a ponto de ninguém sair prejudicado. Pelo contrário, vai ganhar o comércio, vai ganhar a atividade econômica, vamos ter geração de emprego que é obstinação do Ministério da Fazenda e do governo federal”, fecha.

(*) Com informações da Agência Brasil

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