(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Mesmo após a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) anunciar uma folha suplementar para corrigir problemas no pagamento do vale-alimentação e do vale-transporte, trabalhadores temporários da rede estadual continuam relatando valores inferiores aos devidos.
Em entrevista ao Portal AM1, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM) afirmou que as inconsistências persistem e cobrou explicações sobre a falta de regularização dos benefícios.
Segundo o sindicato, os primeiros relatos chegaram em 26 de outubro, quando profissionais temporários perceberam que os valores depositados nas contas estavam abaixo do esperado. Ao procurarem a Seduc, os trabalhadores teriam sido informados de que houve uma falha e que a correção aconteceria somente no final de novembro.
Diante da possibilidade de os profissionais aguardarem mais um mês para receber os valores, o SINTEAM cobrou providências para antecipar o pagamento. Após a pressão da entidade, a Secretaria anunciou que faria o depósito por meio de uma folha suplementar em 30 de outubro.
No entanto, a medida não resolveu completamente o problema. De acordo com o sindicato, novos trabalhadores procuraram a entidade para informar que também receberam valores inferiores aos previstos.
Seduc atribui falha à Prodam
Questionado pelo Portal AM1 sobre a justificativa para os pagamentos incompletos, o SINTEAM informou que a Seduc atribuiu o problema a uma falha na Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), responsável pelo processamento das informações da folha.
Apesar da justificativa, a Secretaria não teria explicado o que provocou a divergência nem apresentado um prazo para o pagamento das diferenças.
O sindicato também informou que encaminhou um ofício à Seduc solicitando esclarecimentos sobre os critérios utilizados nos depósitos, a identificação dos trabalhadores prejudicados e uma previsão para a regularização dos valores.
Até o momento, a entidade afirmou que não havia recebido resposta oficial ao documento.
Para o SINTEAM, independentemente de ter ocorrido falha no processamento dos dados, cabe à administração pública garantir que os trabalhadores recebam corretamente seus benefícios.
A entidade considera inaceitável que os profissionais sejam prejudicados por problemas operacionais entre os órgãos responsáveis pela gestão e pelo processamento da folha de pagamento.
Sindicato pode recorrer à Justiça
O SINTEAM afirmou ao Portal AM1 que continuará cobrando formalmente a Seduc até que todos os valores sejam corrigidos e pagos integralmente. A entidade também exige uma explicação objetiva sobre a origem do problema e a definição de um prazo para a quitação das diferenças.
Caso não haja solução administrativa, o sindicato pretende avaliar, junto à assessoria jurídica, as medidas cabíveis para assegurar os direitos dos trabalhadores.
Apesar das cobranças, o número de profissionais prejudicados e o valor total das diferenças ainda não foram dimensionados pelo sindicato, que aguarda os esclarecimentos da Secretaria.
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