Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Debate sobre Taxação deixa PL do Amazonas em Silêncio

Parlamentares do PL-AM mantêm silêncio diante da proposta de taxação sobre importações, mesmo com ameaças diretas à economia da Zona Franca de Manaus.

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(Foto: Emerson Lamego/ Assessoria Corronel Rosses; Dicom Assessoria; Márcio James / Asssessoria Delegado Péricles; Paulo Ferraz /Assessoria Cabo Maciel)

Manaus (AM) – Com a recente escalada de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, a proposta de taxação de 50% sobre compras internacionais anunciada como resposta à imposição de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros  gerou forte repercussão no Amazonas. O temor central é o impacto direto na Zona Franca de Manaus (ZFM), principal motor econômico da região, e o consequente prejuízo à economia local e aos milhares de empregos gerados pelo polo industrial.

Parlamentares amazonenses se manifestaram de forma tímida sobre a taxação imposta pelos EUA, o que gera um alerta para o risco de desestabilização da Zona Franca de Manaus (ZFM), tanto em sua competitividade quanto em sua função estratégica para o Brasil. Até o momento, parte dos senadores do Amazonas não se pronunciou publicamente sobre o tema, e a maior parte dos parlamentares do PL, oposição ao governo, também não se manifestou.

Silêncio do PL no AM

A única manifestação veio da deputada Débora Menezes (PL-AM), que se pronunciou nas redes sociais condenando a política externa do governo Lula, apontando alinhamento ideológico aos BRICS e à perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ela, a atual gestão federal jogou o Brasil no “abismo”, e o povo especialmente o da região amazônica está arcando com as consequências.

Em publicações anteriores, Débora chegou a replicar um post do ex-presidente Donald Trump defendendo Bolsonaro e acusando o governo brasileiro de perseguição política. O post ressaltava a importância do ex-presidente brasileiro como um líder popular e acusava o governo Lula de promover uma “caça às bruxas”.

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(Foto: Reprodução/ Rede Social)

Posicionamento Ausente

Os senadores do Amazonas  Omar Aziz (PSD) e Plínio Valério (PSDB) ainda não se manifestaram publicamente sobre a questão em suas redes sociais ou em notas oficiais. O silêncio contrasta com a crescente mobilização de outros parlamentares da região e a pressão popular em torno da defesa da ZFM. Eduardo Braga (MDB) se manifestou afirmando que o caminho para resolver a questão das tarifas é a diplomacia.

“Não cabe mais uma lógica de vencedores e vencidos num mundo tão interligado. É hora de defender a soberania do Brasil com a firmeza e respeito aos nossos laços histórico com EUA”. Declarou Eduardo Braga por meio da rede social X.

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(Foto: Reprodução/ Rede Social)

Reações discreta na Câmara Federal

O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) adotou uma postura firme em suas redes sociais. Pelo Instagram e pela plataforma X, Amom classificou a possível tarifa como um “golpe duríssimo” contra a Zona Franca e a economia amazonense. Ele argumentou que, independentemente das motivações políticas do ex-presidente norte-americano Donald Trump, é inaceitável colocar em risco o modelo de desenvolvimento da Amazônia. Para o deputado, trata-se de um jogo geopolítico e ideológico que o Brasil precisa encarar com racionalidade e foco nos próprios interesses econômicos. Amom destacou ainda que os empregos e a soberania institucional brasileira estão em xeque, e que a ZFM precisa ser protegida da polarização política.

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(Foto: Reprodução/ Rede Social)

Enquanto o Capitão Alberto Neto (PL-AM), por outro lado, culpou diretamente o presidente Lula, chamando a medida de “Tarifa do Lula”. Segundo o parlamentar, a política externa ideológica do governo federal tem gerado consequências desastrosas, e essa taxação seria mais uma delas. “Não é surpresa”, afirmou, responsabilizando o Palácio do Planalto pela deterioração das relações com os Estados Unidos.

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(Foto: Reprodução/ Rede Social)

Já o deputado Fausto Júnior (União Brasil-AM) foi ainda mais duro. Em nota, ele destacou que o governo Lula, ao adotar uma agenda internacional alinhada a regimes autoritários e ao antagonizar seu principal parceiro comercial os Estados Unidos, abriu caminho para sanções que agora afetam diretamente a população brasileira. Fausto argumentou que, em vez de narrativas ideológicas, o país precisa de pragmatismo.

“Medir forças com quem claramente vamos perder não é o caminho”, afirmou, criticando a retaliação tarifária do Brasil.

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(Foto: Reprodução/ Rede Social)

O deputado reforçou que o Congresso precisa agir para proteger o interesse nacional e evitar que a população continue pagando o preço das decisões equivocadas do governo federal.

Dentre os nove deputados federais da bancada amazonense apenas três fizeram seus pronunciamento, o deputado Sidney Leite (PSD-AM), apesar de representar uma das principais vozes da bancada do Amazonas em temas econômicos, ainda não se posicionou sobre a proposta de taxação.

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