O Tribunal de Contas da União decidiu investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suspeita de excesso de gastos no cartão corporativo. O pedido foi aceito nesta quinta-feira (3) pelo senador Fabiano Contarato (PT). “A atual gestão vem utilizando os cartões corporativos de modo indiscriminado e com pouca responsabilidade fiscal, o que contrasta com a grave situação em que vivem as contas públicas do governo federal”, escreveu o senador no pedido.
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Em três anos de governo, os gastos com cartões corporativos da Presidência da República chegaram a R$ 29,6 milhões, 19% a mais do que o total gastos por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), juntas. “Eu dou exemplo. Agora há pouco, a TV Globo falou que eu e meu filhos gastamos horrores no cartão corporativo. O meu gasto, como estou aqui hoje, tem despesa no cartão corporativo. Quando estive no Suriname, teve despesa. Eu viajo, diferente dos outros que não tinham como viajar, porque não tinham o que fazer”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva na cidade de Porto Velho.
Bolsonaro disse que não gasta demais. “Fazemos o possível, dando exemplo. Críticas, que aconteçam, sem problemas, mas críticas com fundamento”, disse o presidente. “No meu cartão pessoal corporativo, o gasto é zero desde janeiro de 2019. Poderia gastar R$ 24 mil por mês, mas não gasto nada. Não pedi aposentadoria da Câmara para dar exemplo, e desliguei o aquecedor da piscina olímpica lá do Alvorada. Para mim, está sem problema nenhum, economizei mais de R$ 10 mil por mês”, justificou.





