Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Testemunha diz que acusados de humilhar mãe de paciente com câncer seguem atuando

Caso envolve equipe do Programa Melhor em Casa, vinculada à saúde estadual.

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(Foto: Divulgação/Freepik)

Manaus (AM) – Mesmo após falas humilhantes feitas por profissionais de saúde contra a mãe de um paciente de 11 anos diagnosticado com câncer, que atuam na base do Programa Melhor em Casa, instalada na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCECON) e coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Uma testemunha que preferiu não se identificar, afirma que os servidores envolvidos continuam trabalhando normalmente no local, apesar das denúncias.

A mãe relatou que foi informada pela própria Secretaria de Saúde de que os envolvidos teriam sido afastados e desligados definitivamente do serviço público.

“Foi num sábado que vieram aqui, a secretária de Saúde com mais uma mulher, e ela falou que eles foram afastados e que não iriam trabalhar em lugar nenhum na área da saúde. Disse ainda que uma assistente social, um técnico de enfermagem e um enfermeiro tinham sido demitidos”, contou.

Segundo uma denunciante, a informação repassada à mãe seria falsa.

“Mentiram para a mãe dizendo que todos já estavam demitidos, quando não estão”, declarou.

A testemunha decidiu tornar o caso público para cobrar transparência e providências das autoridades responsáveis, além da apresentação de um posicionamento oficial sobre o andamento das investigações.

“Os mesmos profissionais que aparecem no áudio já tiveram outros comportamentos antiéticos. Essa denúncia precisa ter peso, porque se trata de um programa federal que movimenta altos recursos, repassados principalmente para empresas terceirizadas”, afirmou.

No áudio mencionado, enfermeiras debocham da situação do paciente enquanto um técnico de enfermagem afirma: “A mãe quer que o filho morra”. Logo depois, uma assistente social responde: “Tá mesmo! Ela depende dele”.

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