Williams Viana e Renato Junior (à esquerda) e Sassá e David Almeida (à direita) (Fotos: Divulgação/Assessoria do Prefeito Renato Júnior e Divulgação/Assessoria Sassá)
Manaus (AM) – A dança das cadeiras na Prefeitura de Manaus ganhou contornos políticos mais amplos do que uma simples troca administrativa. O prefeito Renato Junior nomeou Williiams Viana para o cargo de secretário extraordinário, função que até então era ocupada pelo ex-vereador Sassá da Construção Civil. O anúncio do novo secretário foi exposto para todos nas redes sociais do prefeito, nesta quarta-feira (15).
https://www.instagram.com/p/DXJmGEBDrhf/
Sassá não ficou sem função, mas também não saiu ileso. Foi realocado para o cargo de subsecretário executivo de projetos — movimento que, nos bastidores, é tratado como um claro rebaixamento. A exoneração e a nova nomeação foram assinadas e publicadas no mesmo dia, 14 de abril, numa transição rápida e sem espaço para ruído público — mas não para silêncio político.
Assim que perdeu a reeleição para vereador em 2024, Sassá foi nomeado em 3 de janeiro de 2025 para secretário extraordinário, com saláro de R$ 17 mil.
A nova mudança ocorre em um momento em que Sassá já vinha acumulando desgaste dentro do próprio campo político. Ele era apontado como aposta do PT do Amazonas para compor a chapa de deputado federal em 2026, mas acabou ficando fora da disputa ao não se desincompatibilizar dentro do prazo legal.
O episódio, por si só, já seria suficiente para tirá-lo do jogo eleitoral. Mas, na política, raramente um erro é apenas técnico.
Nos bastidores, a leitura é de que havia um impasse político mais profundo. Para disputar pelo PT, Sassá teria que declarar apoio ao senador Omar Aziz na corrida pelo Governo do Amazonas — movimento que colidiria diretamente com seu atual posicionamento.
Hoje, Sassá integra o grupo aliado de David Almeida, que deixou a Prefeitura para entrar na disputa pelo Governo. Ou seja, seguir com o PT significaria romper — ou, no mínimo, tensionar — a relação com seus aliados mais próximos.
Diante desse cenário, Sassá acabou ficando no pior dos mundos: fora da eleição e, agora, com espaço reduzido dentro da própria Prefeitura.
LEIA MAIS:






