Sem penetras
Cornel Rosses reuniu a tropa do PL para comemorar o aniversário — com direito a foto oficial e legenda autocelebratória. Mas parece que esqueceram de convidar Alfredo Nascimento e Maria do Carmo Seffair. Ou será que, para alguns, só tem bolo se tiver mandato político? Embora eles tenham negado racha no partido, os novos episódios escancaram ainda mais o isolamento de Alfredo, que pode não contar com Salazar para retornar à Câmara federal.
Antes tarde do que nunca
A comoção nacional pela morte de Fernando Vilaça passou batida pelo PL de Manaus — até que a imprensa apertou. Carpê, por exemplo, só resolveu se manifestar depois de ser cobrado publicamente. A indignação veio com atraso e sotaque de marketing de crise.
Não dá o braço a torcer
Enquanto Carpê engoliu seco e fez vídeo, Raiff Matos preferiu se esconder. O defensor da “família tradicional” silenciou diante de um crime bárbaro com motivação homofóbica. Será que o desconforto dele é com o assassinato… ou com a palavra “homofobia”?
Desinteresse
Raiff preside a Comissão de Direito da Criança, do Adolescente e do Idoso, mas age como se o assassinato brutal de Fernando não fosse da sua alçada. Nem uma linha nas redes sociais. Nem um pio na tribuna. Já Erika Hilton, de outro estado, mostrou mais empatia que ele.
Empatia
Quem deu aula de decência foi Coronel Rosses. Sem precisar ser pressionado, se posicionou com firmeza e respeito à dor da família. Novato na CMM, mas mais maduro que Carpê, Salazar e Raiff juntos — que parecem precisar de GPS moral para lidar com tragédias humanas.
Fogo amigo
O processo de cassação de Elan Alencar virou uma bomba no colo do Avante. De olho em 2026, ele tenta se abrigar no partido e escapar do naufrágio do DC, mas deve enfrentar resistências internas. O problema? Elan quer se lançar deputado, mas leva junto um incêndio eleitoral que ameaça engolir até aliados, como Abdala Fraxe e Daniel Almeida.
Fingido
Bosco Saraiva finge neutralidade enquanto flerta com a urna. Diz estar “100% focado” na Suframa, mas já desfila como figurinha carimbada entre prefeitos e empresários. Faz análise de campanha como quem não quer nada, mas não engana ninguém. Usa o cargo como vitrine e o silêncio como estratégia. Está no jogo — só não quer admitir antes do Carnaval.
Cheiro de lobby
Omar Aziz defende mineração “sustentável” na Amazônia e chama ambientalistas de “xiitas”, mas esquece de ouvir os povos indígenas. A Articulação das Organizações dos Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) desmente qualquer diálogo real que envolva sequer um membro da bancada federal do Amazonas. No Senado, vota-se sobre suas terras sem consulta. O discurso de Aziz tem mais cheiro de lobby que de compromisso.
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