(Foto: Danilo Mello /Aleam)
Manaus (AM) – A recente movimentação da vereadora Professora Jacqueline (UB) entre a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) evidencia um cenário de instabilidade política e levanta questionamentos jurídicos no estado.
A primeira passagem de Jacqueline pela Aleam ocorreu em 13 de outubro de 2025, quando assumiu como deputada estadual na condição de suplente, ocupando a vaga de Joana Darc (UB). À época, a mudança foi interpretada como parte de um rearranjo político decorrente de alterações no Executivo estadual.
Posteriormente, a parlamentar retornou ao cargo de vereadora na CMM após a volta de Joana Darc à Aleam. No entanto, uma nova reconfiguração ocorreu com a saída do deputado Roberto Cidade (UB) para assumir interinamente o Governo do Amazonas. Com isso, Jaqueline foi novamente convocada para ocupar uma cadeira na Assembleia, também como suplente.
Apesar de ter reassumido o posto de deputada estadual, a situação mudou novamente em pouco tempo. Professora Jaqueline precisou deixar a Aleam e retornar ao seu mandato na Câmara Municipal de Manaus.
De acordo com interpretações jurídicas, esse tipo de substituição só seria permitido em casos de vacância superior a 120 dias, o que não estaria configurado nessa situação. Esse entendimento levantou dúvidas sobre a legalidade da posse da vereadora na Assembleia.
Diante do cenário de insegurança jurídica, Professora Jaqueline optou por deixar o cargo na Aleam e reassumir definitivamente sua função na CMM.
A situação ainda depende de esclarecimentos legais e pode apresentar novos desdobramentos conforme o avanço das articulações políticas e decisões institucionais no estado.
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