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Vitórias apertadas e 2º turno com reviravoltas marcam as eleições no país

Em Manaus a diferença entre David Almeida e Amazonino Mendes foi de apenas 23.223 votos dando vitória para David
• Publicado em 01 de dezembro de 2020 – 16:10
Pesquisa DMP aponta David com 8 pontos de vantagem sobre Amazonino
Foto: Reprodução

O segundo turno das eleições municipais de 2020 foi marcado por viradas eleitorais e disputas acirradas que, em mais de 40% dos casos, terminaram com menos de dez pontos percentuais de diferença entre os dois candidatos.
Isso fez a última semana das campanhas em muitas das 57 cidades que votaram no domingo (29) serem batalhas com o objetivo de convencer indecisos a irem às urnas.

Leia mais: David Almeida derrota ‘caciques’ e ‘curumins’ da política amazonense

O número de cidades com disputa em duas etapas, 57, é o mesmo de 2016, mas pode ultrapassar as eleições anteriores porque Macapá só irá votar em primeiro turno no dia 6 de dezembro, devido ao apagão. Até o momento, as pesquisas apontam que a capital do Amapá deve ter duas rodadas eleitorais.

Este ano, 95 cidades brasileiras estavam aptas a terem segundo turno, por registrarem mais de 200 mil eleitores.
Candidatos que ficaram em segundo lugar no primeiro turno conseguiram uma virada e foram eleitos em 17 cidades, quantidade superior às eleições anteriores. Três dessas viradas aconteceram em capitais: Cuiabá, Manaus e Maceió.
Em 2016 foram 14 viradas e houve apenas um prefeito de capital eleito que não liderou o primeiro turno: Alexandre Kalil (hoje no PSD, à época no PHS), em Belo Horizonte.

Cidades com segundo turno acirrados

A eleição mais acirrada em capitais foi a de Cuiabá. No último domingo (29), o vencedor fez 6.094 votos a mais que o segundo colocado. Um dia antes da votação, o candidato que liderou o primeiro turno, Abílio Jr. (Podemos), pedia em transmissão nas redes sociais que os seus seguidores tentassem convencer outras pessoas a votarem nele.
“Se você quer nos ajudar a ganhar a eleição, até as 23h59 de hoje é o limite para você dar essa força para a gente”, disse Abílio em vídeo. “Converse com quem está na dúvida.”

Acabou derrotado pelo prefeito e candidato à reeleição Emanuel Pinheiro (MDB), que conseguiu virar o resultado da primeira votação e conquistar 51,15% dos votos válidos. O emedebista também concentrou os esforços no segundo turno nos indecisos.

Entre todas as cidades com segundo, a disputa mais apertada aconteceu em Taboão da Serra (Grande SP), e acabou também com uma virada. O deputado estadual Aprígio (Podemos) encerrou o pleito à frente do adversário, Daniel Bogalho (PSDB), por apenas 1.695 eleitores de diferença. Teve 50,6% dos votos válidos.
Bogalho era apoiado pelo prefeito Fernando Fernandes (PSDB) e no primeiro turno teve mais de um ponto percentual à frente de Aprígio.

Outra capital que teve uma virada eleitoral foi Manaus, onde David Almeida (Avante) ganhou do ex-governador Amazonino Mendes (Podemos) com 51,27% dos votos válidos.

Na capital amazonense, a campanha foi encerrada de forma abrupta no sábado (28), após o anúncio de que a mãe de David havia morrido após contrair o novo coronavírus.

O MDB foi o partido com mais viradas, em quatro cidades. Além de Cuiabá, conseguiu duas vitórias contra o PT nas duas maiores cidades do interior da Bahia, Feira de Santana e Vitória da Conquista.
Em ambos os casos os prefeitos das cidades, emedebistas, tentavam se reeleger contra um candidato apoiado pelo governador petista Rui Costa.

Dois dias antes da eleição, a campanha do tucano tentava convencer o eleitor que havia uma “onda azul”, cor associada ao partido, na cidade. Não convenceu. Além de Cuiabá e de Taboão da Serra, outras 23 cidades terminaram com um candidato eleito com menos de 55% dos votos válidos.

Em Feira, houve uma inusitada união de forças no segundo turno entre o candidato do PT, Zé Neto, e a presidente do PSL da Bahia, Dayane Pimentel, contra o prefeito Colbert Martins (MDB). Não deu resultado e Colbert foi eleito para um novo mandato. O MDB também levou Franca (SP) de virada.
No interior de São Paulo, o Podemos conseguiu uma tripla virada: além de Taboão, ganhou em Mogi das Cruzes (Grande SP) e em São Vicente (Baixada Santista).

O Novo elegeu seu único prefeito no domingo, também em uma virada, em Joinville (SC). Na cidade catarinense, o empresário Adriano Silva venceu o deputado federal Darci de Matos (PSD). A virada mais expressiva foi em Caxias do Sul, contra o candidato Pepe Vargas (PT), ex-prefeito da cidade e ex-ministro do governo Dilma Rousseff. No primeiro turno, Pepe teve 34% dos votos válidos e o tucano Adiló Didomenico, 15%. Adiló acabou o segundo turno eleito com 59,57% dos votos válidos.

As disputas menos acirradas aconteceram em dez cidades nas quais um dos candidatos conseguiu mais de 60% dos votos válidos. Um dos exemplos é o Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes (DEM) obteve 64% dos votos válidos contra Marcelo Crivella (Republicanos).

Só em duas cidades um dos candidatos conseguiu mais de 70% da votação. Blumenau (SC) reelegeu o prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) com 72,10% dos votos válidos.
Já Boa Vista elegeu o vice-prefeito Arthur Henrique (MDB), apoiado pela atual prefeita Teresa Surita (MDB). Ele conseguiu 85,3% dos votos válidos contra o deputado federal Ottaci (SD).

Teresa Surita, ex-mulher do ex-senador e cacique do MDB Romero Jucá, foi prefeita por cinco mandatos na capital de Roraima. Em 2016, ela teve quase 80% dos votos válidos no primeiro turno. Logo após a vitória, Arthur Henrique discursou ao lado dos seus dois padrinhos políticos.

*Com informações Folhapress 

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