Manaus (AM) — O candidato a deputado estadual Zé Ricardo (PT) afirmou que contratos entre empresas de familiares de governantes e o poder público precisam ser submetidos a uma fiscalização rigorosa e apontou possível conflito de interesses no caso de empresas ligadas à família do governador Roberto Cidade.
A declaração ocorreu durante entrevista ao Cenário Político, do Portal AM1, quando o candidato foi questionado sobre empresas da família Cidade que mantiveram contratos com o Governo do Amazonas enquanto Roberto Cidade ocupava posição de comando político no Estado.
Zé Ricardo afirmou que a questão merece atenção e defendeu que o poder público adote regras mais rígidas para impedir situações que possam comprometer a transparência das contratações.
“Eu acho que já tem leis que falam dessa questão ética, da transparência, dos processos que envolvem contratações de serviço público”, afirmou.
Conflito de interesse
Para o candidato, a discussão envolve principalmente a posição ocupada pelo agente público e a relação com empresas pertencentes a familiares.
“Se o parlamentar, e ou o governante, nesse caso, é o governante, ele é o contratante, o pagador, então não poderia ter contratos de empresas da família do governante com o Estado”, declarou.
Zé Ricardo reconheceu que existem procedimentos administrativos internos antes do pagamento dos contratos, mas afirmou que, na avaliação dele, permanece uma questão ética a ser analisada.
O candidato utilizou uma expressão metafórica para resumir sua avaliação:
“Está muito com uma cara de que a raposa está cuidando do galinheiro.”
A declaração é uma avaliação política do candidato, e não uma conclusão judicial sobre a legalidade dos contratos.
Cobrança por fiscalização
Zé Ricardo afirmou que, caso seja eleito deputado estadual, pretende questionar situações semelhantes e recorrer aos órgãos de controle quando identificar possíveis irregularidades.
Segundo ele, mesmo quando determinado contrato apresenta aparente respaldo legal, a administração pública também precisa observar o princípio constitucional da moralidade.
“Acionar o Ministério Público, no mínimo é imoral, pode ter algum aspecto de legalidade, mas a moralidade é um princípio também constitucional”, disse.
O candidato defendeu que contratos e pagamentos envolvendo familiares de autoridades sejam analisados com transparência e fiscalização.
Acompanhe a entrevsita completa:
https://youtu.be/PtjtMNQYVB4?si=C0wv4chFzhNAZn3Z
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