Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Chegou o dia D e a hora H: Pazuello depõe à CPI da Covid

Diante dos olhos de todo o Brasil, o depoimento mais aguardado da Comissão promete parar o País

Eduardo Pazuello

Depoimento do general é o mais aguardado da CPI da Covid. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

BRASÍLIA, DF – Nesta quarta-feira (19), o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, vai depor à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal. O depoimento de Pazuello é o mais aguardado desta primeira etapa de depoimentos.

A oitiva de Pazuello na CPI estava marcada, inicialmente, para o dia 5 de maio. Na ocasião, ele deveria ser ouvido logo após o atual ministro, Marcelo Queiroga, e os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Pazuello, inclusive, foi secretário executivo do ministério na gestão Teich.

Diante da Comissão presidida por Omar Aziz, dos titulares da Comissão e dos senadores inscritos, o Brasil vai parar diante da televisão e dos aparelhos de telefone celular, para ver o que ele tem a dizer. Ou não dizer, diante das perguntas.

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Entretanto, o ex-ministro, em carta ao Comando do Exército, afirmou que tinha tido contato com pessoas que testaram positivo para covid-19 e, por isso, estava mantendo quarentena. O depoimento foi remarcado para esta quarta-feira.

CPI

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

No entanto, a “quarentena” de Pazuello foi considerada uma tentativa de driblar a convocatória da comissão. No período em que deveria ficar de quarentena, o general visitou o Palácio do Planalto e chegou a tomar café com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Atos de Pazuello

O general Eduardo Pazuello esteve à frente do Ministério da Saúde por 10 meses. Destes, quatro foram como interino, e seis como efetivo. Sob sua gestão, o país passou de 15 mil mortos para quase 300 mil mortos no período.

Além disso, Eduardo Pazuello incentivou o uso da cloroquina como parte do tratamento da covid-19. O remédio, sem eficácia comprovada, foi fabricado em massa, e o Brasil chegou até mesmo a receber excesso de comprimidos do medicamento dos Estados Unidos.

O ex-ministro chegou a tentar driblar a convocatória para depor na CPI, e entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para se manter em silêncio.

A Corte concedeu o direito de forma parcial: Pazuello pode se manter em silêncio sobre perguntas que o incriminem. No entanto, ele está obrigado a responder perguntas que se refiram a outras pessoas.

Fontes ligadas à revista Veja afirmaram que o general vai fardado à reunião da CPI. Isso seria uma espécie de sinal e recado ao Palácio do Planalto.