Foto: Reprodução
BRASÍLIA, DF – O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o novo inquérito aberto contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na declaração, dada em entrevista à Gazeta do Povo, de Curitiba (PR) na quinta-feira (9), Bolsonaro classificou a atitude do ministro de “abuso”.
Na última sexta-feira (3), o presidente se tornou investigado em mais um inquérito no STF. Desta vez, o inquérito apura um possível crime apontado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia relativo à uma declaração de Bolsonaro, que relacionou a vacina contra a covid-19 com o risco de contrair o vírus HIV e contrair a AIDS.
“Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também. Não pretendo fazer isso, não é ameaça para ninguém, mas que cada uma dessas pessoas façam o juiz da sua consciência”, afirmou.
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O presidente ainda disse que quem estaria “avançando” sobre ele seria Moraes, e não o contrário, e que “tudo tem limite”. “Ele está no quintal de casa, será que via ter coragem de entrar? Não é o desafio para ele? Quem tá avançando não sou eu, agora, isso interessa todo mundo no Brasil”, salientou.
Prisões
Bolsonaro criticou as prisões do caminhoneiro Zé Trovão e do ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson. Eles são suspeitos de participarem da organização de “atos antidemocráticos” e de “milícias digitais”, segundo o inquérito aberto por Moraes no STF. Zé Trovão estava no México, e Roberto Jefferson está preso no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro (RJ).
“Trovão está preso ainda, Roberto já está preso ainda, isso é uma violência sem tamanho praticada por um ministro do Supremo Tribunal Federal que agora abriu mais um inquérito contra mim em função de uma live que eu fiz há poucos meses. É um abuso”, disse o presidente.
Bolsonaro ainda chamou de inadmissível as ações que pedem a desmonetização de perfis de direita nas redes sociais, mas sem citar Moraes.
O presidente mencionou ainda as ações de desmonetização de alguns perfis nas redes sociais. É inadmissível o que acontece por parte de um ministro no Supremo Tribunal Federal, isso é inadmissível”, apontou.
(*) Com informações da CNN Brasil.

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