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BRASÍLIA, DF – O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a carta do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, dizendo que não acusou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de corrupção. Bolsonaro deu a declaração em entrevista à Jovem Pan, nesta segunda-feira (10).
Segundo o presidente, ele quis saber “o que está por trás dessa sanha vacinatória”, e voltou a dizer que não acusou a agência de corrupção. “Não quero aqui acusar a Anvisa de absolutamente nada. Eu escolhi o Barra Torres, que ganhou luz própria. Espero que ele acerte na Anvisa. Não precisava agir daquela maneira. Ele fez uma nota agressiva”, apontou.
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O presidente se referiu à nota divulgada por Barra Torres no último sábado (8), pedindo a retratação do presidente ou a investigação, caso haja indícios de corrupção na agência, “pelo Deus que o senhor diz crer”. “Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, senhor presidente”, escreveu Barra Torres, que é contra-almirante da Marinha.
Com a carta, o oficial reagiu à declaração de Bolsonaro na quinta-feira (6), quando questionou a Anvisa em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ele chegou a chamar os técnicos que autorizaram a vacinação contra covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de “tarados por vacina”.
“O que está por trás disso? Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual o interesse daquelas pessoas taradas por vacina? É pela sua vida, pela sua saúde?”, questionou o chefe do Executivo.
Relação com Moro
Em outra entrevista, que também foi ao ar nesta segunda-feira, o presidente disse que o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro (Podemos), achava que era “o dono do ministério”. Bolsonaro voltou a dizer que o ex-ministro tentou barganhar a troca do então diretor-geral da Polícia Federal pela indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente teria dito que acreditava que a PF “podia agir melhor” do que estava sob a gestão de Valeixo, e reforçou que a indicação é do presidente, o que não teria sido aceito por Moro.
“A questão da Polícia Federal eu achava que tinha que ser dessa maneira. Outras questões foram aparecendo ao longo do meio do caminho e ele não admitia isso daí, era tudo dele. No início do governo, ele colocou lá num conselho uma senhorita de nome Ilona Szabó, que quando eu vi eu falei: Essa senhora aqui não tem nada com o que a gente defende, as posições dela são bastante progressistas”, afirmou o presidente.
“No interessa se essa pessoa não assumir. ‘Ah, a gente precisa, para ter um contraponto’. Falei: Moro, contraponto já tem a imprensa. Não tem que colocar gente lá para dar pancada em você, para pegar o que acontece lá e jogar na imprensa. Levei três dias para demitir essa mulher. Ele passou a achar que era o dono do ministério”, completou.
(*) Com informações do Metrópoles.
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