Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Serafim promete expor valores do Fundeb e contesta prefeituras do AM

A declaração veio após a Associação dos Municípios afirmar que prefeituras não têm como arcar com reajuste do piso salarial dos professores

Serafim Corrêa afirma que prefeituras podem pagar reajuste do piso salarial da Educação (Foto: Divulgação/Aleam)

MANAUS – O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) contestou, nessa quinta-feira (19), a Associação Amazonense dos Municípios (AAM) e garantiu que as prefeituras do interior do estado podem pagar o reajuste do piso salarial dos professores.

O deputado não reeleito prometeu expor, no último dia do seu mandato, os valores que cada município arrecada com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

“Dia 31 de janeiro, vou expor os valores de cada município arrecadado e mostrarei que não existe UMA prefeitura impossibilitada de pagar o novo piso salarial da educação”, afirmou, nas redes sociais.

Ao Portal AM1, Serafim explicou que no dia 30 as prefeituras receberão a parcela do Fundeb referente a janeiro de 2023.

Assim, será possível comparar o valor com relação ao ano passado e ver se houve alguma diminuição no repasse. “É só questão de mais alguns dias para a gente tirar a prova dos 9”, disse o parlamentar.

Prefeitos negam reajuste

Na última quarta-feira (18), o presidente da AAM, Anderson Sousa (UB), afirmou que as prefeituras não têm como arcar com o reajuste de quase 15% no salário dos professores. Conforme o prefeito, o impacto nas folha de pagamento em todo o estado seria de R$ 60 milhões.

De acordo com Anderson Sousa, os municípios estão sobrecarregados com despesas da Educação, como a merenda e o transporte escolar, além de questões estruturais. Ele diz que as verbas do Fundeb não são suficientes para arcar com todas essas despesas.

Além disso, a associação disse que, com a vigência da nova Lei do Fundeb, os municípios já atenderam aos profissionais da educação com 70% do repasse federal. A associação vai seguir a orientação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e ignorar o novo aumento.

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