Senador do Amazonas falou sobre os manifestantes amazonenses presos em Brasília (Foto: Beto Barata/Agência Senado)
BRASÍLIA – O senador Plínio Valério (PSDB) esteve no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde falou com amazonenses presos durante os atos de vandalismo no dia 8 de janeiro, nas sedes do Supremo Tribunal Federal, Senado, Câmara dos Deputados e Palácio do Planalto.
Antes de ir até a penitenciária, o senador publicou um vídeo nas redes sociais dizendo estar de saída para “visitar” cinco amazonenses, quatro homens e uma mulher. “Estou indo na Papuda conversar com esses amazonenses, a gente precisa saber, precisa ajudar os nossos irmãos que estão nessa situação difícil”, disse Plínio.
Ao Portal AM1, o senador disse irá providenciar advogados para aqueles que não têm, porém, disse que o ponto principal, no momento, é que os amazonenses presos na Papuda entrem em contato com a família, pois estão sem comunicação com os parentes.
Questionado se considera os atos do dia 8 de janeiro como manifestação ou vandalismo, o senador disse que o que aconteceu dentro das sedes dos Três Poderes “não foi nem vandalismo. Foi a pior coisa que já existiu. Aquilo foi terrível, tem que se punir mesmo”. Falou ainda que aqueles que invadiram “merecem cadeia”.
No entanto, disse que os manifestantes que estavam fora das instituições e em frente ao Quartel-general do Exército (QG), “não merecem ser tratados igual os outros”.
Sobre o reconhecimento por ser como um defensor da natureza, mas que ultimamente, adotou perfil próximo do bolsonarismo, o senador afirmou que não defende vândalo violento e que visitou os manifestantes que não invadiram as sedes.
“Eu não fui visitar aqueles que quebraram, eu visitei aqueles que estavam na porta do QG. Eu não defendo vândalo violento não. Eu fui lá, solidário, cristão como eu sou e continuo sendo”, disse.
Indagado se considera perigoso os atos do dia 8 de janeiro, o parlamentar disse que sempre é um risco. “Perigoso sempre é. O homem público, ele está sempre à mercê. Então o homem público, com medo de injúria, calúnia e difamação, não pode ser homem público. Então eu sou um homem público e não tenho medo dessas coisas.”
Para o analista político, Carlos Santiago, o senador expressa a sua postura contra medidas que ele julga como exageradas por ministros do Supremo Tribunal Federal.
“Plínio tem pedido convocações de ministros para explicar determinadas decisões e também provoca o presidente do Senado para serem analisados os pedidos de impedimento do ministro do STF, por extrapolarem as suas atribuições constitucionais”, disse Santiago.
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