Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Motoboys cobram aprovação de Lei para evitar agressões a trabalhadores

Motoboy agredido no conjunto Morada do Sol, em Manaus, esteve na CMM cobrando atuação dos vereadores.

José Fábio Costa ao lado do, também, entregador Igor Monteiro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Manaus (AM) – O entregador José Fábio Costa, de 49 anos, esteve, nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Manaus (CMM) para cobrar legislação serviços de entregas (delivery) na capital. A ida até à CMM acontece um dia após o entregador ser agredido por um morador de um condomínio em Manaus. O caso aconteceu nessa segunda-feira (26).

Do lado de fora da CMM, o entregador José Fábio gravou um vídeo dizendo que foi até à CMM para reivindicar urgência na pauta dos entregadores.

“Viemos aqui reivindicar melhorias e mudanças o mais rápido dentro da atual situação que estamos passando. Não é justo, não é bom, é ultrajante, é humilhante o entregador pai de família passar por esta situação. Viemos procurar o poder municipal para poder nos apoiar nas leis que estão tramitando para acabar com essa situação”, disse o entregador.

José Fábio estava acompanhado do líder do grupo Rota 92 Delivery Manaus, Igor Monteiro. Ao Portal AM1, Igor disse que o homem agredido trabalha há 18 anos como entregador, e que o episódio causou indignação em muitos colegas de atividade.

“Nós acabamos de sair da Câmara Municipal de Manaus, falamos com a assessoria do gabinete do presidente Caio André, e falamos também com o vereador Rodrigo Guedes – que tem um projeto pronto para ser lançado”, disse Igor.

Segundo o líder dos entregadores, assim que ele tiver acesso ao projeto de lei, o documento será divulgado nos grupos para que os entregadores possam opinar. Ainda segundo Igor, nesta quarta-feira (28), haverá uma manifestação para pressionar os parlamentares no andamento do projeto de lei na CMM.

“Amanhã vamos ter uma mobilização lá na Câmara Municipal para pressionar a classe política que venha votar com caráter de urgência esse projeto que vai proibir os motoboys de entrar, e assim acaba de vez por todas essa guerra entre entregadores e clientes”, disse o líder do grupo.

Conforme Igor, todos os dias acontecem agressões contra os entregadores, e alguns casos são noticiados. “Muita gente não grava, deixa pra lá. Alguns trabalham como ‘jacaré’ – aleatoriamente. Quando acontece com alguém da nossa equipe, a gente se mobiliza e faz esse buzinaço pra chamar a atenção.

Sobre o caso

José Fábio Costa, de 49 anos, disse ter sido agredido por um morador de um condomínio após fazer entrega em um apartamento no conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. O entregador afirmou que foi ameaçado pelo morador.

José Fábio divulgou um vídeo na internet falando do ocorrido. “Eu cheguei lá no apartamento da pessoa, veio um rapaz só de cueca e disse que eu era preguiçoso e vagabundo e que não fazia meu serviço direito. Eu disse que não era obrigado a subir e fiz por educação. Aí eu virei de costa e fui em direção ao elevador e falei baixinho “esse pessoal é folgado”, foi quando ele questionou, eu revidei e ele me deu um soco no rosto”, disse.

Posicionamento do Ifood

A empresa Ifood divulgou vídeo afirmando que não tolera nenhum tipo de agressão verbal ou física, bullying, preconceito e assédio a entregadores.

“Clientes que manifestarem preconceito, praticarem assédio ou bullying, incitarem violência ou adotarem condutas racistas, homofóbicas, machistas, capacitistas ou intolerantes serão excluídos do aplicativo,” diz a nota em vídeo.

Ainda segundo a plataforma de entrega, qualquer pessoa que se sentir agredida ou discriminada deve buscar os canais oficiais de denúncia para notificar eventuais crimes.

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