Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Plínio Valério apoia pedido para visitar ex-assessor de Bolsonaro que está preso

Filipe Martins, que está preso desde 8 de fevereiro deste ano, acusado de participar de uma suposta tentativa de golpe de Estado junto a outros militares.

(Fotos: Reprodução/Redes sociais - @pliniovalerio @filipegmartins)

Manaus (AM) – 22 senadores da República enviaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, uma solicitação para que ele autorize visita ao ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, que está preso desde 8 de fevereiro deste ano, acusado de participar de uma suposta tentativa de golpe de Estado com outros militares. Entre os senadores, está Plínio Valério (PSDB).

Segundo o documento, os políticos afirmam que a visita a Martins se dá “por razões humanitárias”, uma vez que o ex-assessor de assuntos internacionais da República não recebe visitas há 145 dias.

Plínio Valério foi procurado pela reportagem, por meio da sua assessoria, para mais detalhes sobre a solicitação enviada a Moraes; o senador também foi questionado sobre qual é a proximidade que ele tem com Filipe Martins para querer visitá-lo na prisão.

Em resposta ao Portal AM1, a assessoria de Valério afirmou que ele não visitará Filipe Martins na prisão e que assinou a solicitação apenas para “apoiar a petição”. Quanto ao questionamento sobre a proximidade dele e Martins, conforme a equipe do político, “não há nenhuma ligação com o ex-assessor”.

Prisões

A prisão de Filipe Martins é resultado de uma investigação da Polícia Federal que tenta elucidar a participação de militares e outras pessoas nos atos do dia 8 de janeiro, quando milhares de manifestantes invadiram, depredaram e tentaram roubar itens valiosos das sedes dos Três Poderes (Planalto, Congresso e Supremo) em Brasília.

Segundo a Polícia Federal, para orquestrar o suposto golpe de Estado, os suspeitos se juntaram para espalhar informações falsas sobre o sistema eleitoral do Brasil, com a intenção de criar uma situação que justificasse uma intervenção militar, a fim de manter Bolsonaro no poder; pois não aceitam que Lula tenha sido eleito democraticamente em 2022.

 

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