Manaus, 24 de julho de 2026
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Cidades

Justiça determina prisão a delegado suspeito em crimes de extorsão no AM

O pedido do MP-AM foi atendido pela Justiça após o delegado, ao ser solto, postar nas redes sociais um vídeo debochando da justiça.

(Foto: Divulgação/PC)

Manaus (AM) – O delegado titular do 6° Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus, Ericson de Souza Tavares, e outras duas pessoas tiveram a prisão preventiva decretada, nesta segunda-feira (22), pela Justiça do Amazonas após pedido do Ministério Público. A decisão foi da desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Ericson chegou a ser preso, em marco deste ano, por suspeita de extorsão mediante sequestro, associação criminosa e ameaça e adulteração de veículo, porte ilegal de arma de fogo, mas foi solto. Porém, assim que foi solto, ele fez uma postagem na rede social. No vídeo, ele aparece em um veículo acompanhado de uma mulher, cantando funk, fazendo gestos obscenos e proferindo palavrões. O veículo que o delegado estava era um carro de luxo avaliado em mais de R$ 300 mil.

A Polícia foi vista como um desrespeito para investigações, assim como também vítimas dos crimes dos quais ele é acusado.

Tavares foi preso no dia 24 de março, juntamente com outros nove policiais civis e militares supostamente envolvidos no crime, são eles: Kemer Cruz Pimentel – Policial Militar, lotado no 30º CICOM; Eliezio Alencar de Castro – Investigador de Polícia – 6º DIP; Alexandro Conceição dos Santos – Policial Militar, 5ª Cicom; Ericson de Souza Tavares – Delegado de Polícia, lotado no 6º Dip; Ueslei Rodrigues da Silva – Policial Militar, 20ª Cicom; Alessandro Edwards da Cruz – Investigador de Polícia, 6º DIP; Jozimo Diniz da Silva – Policial Militar, em licença médica; Eldon Nascimento de Sousa – Policial Militar, lotado no CPA Norte; Anderson de Almeida Maia – Investigador de Polícia do 6º DIP.

A prisão se deu após denúncia do sequestro de um casal em Manacapuru, durante uma operação que não era oficial. Como os agentes, a polícia apreendeu armas não pertencentes às instituições, além de veículos com sinal de adulteração, coletes e carregadores com munições.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) ainda revelam um suposto envolvimento do delegado e dos policiais em atividades ilegais, como venda de drogas apreendidas durante flagrantes policiais, e extorsão mediante sequestro.

O caso foi encaminhado para ao TJAM. Conforme o Ministério Público, as investigações seguem e todos os envolvidos serão devidamente processados.

 

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