(Foto: Celso Maia/Portal AM1)
Manaus (AM) – O delegado da Polícia Civil do Amazonas e candidato ao cargo de vereador, João Tayah (PT), tenta pela terceira vez uma vaga na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e, em entrevista ao Portal AM1, criticou os parlamentares da Casa por “não atenderem” às demandas populares.
Tayah foi o convidado do “Programa Cenário Político” desta sexta-feira (20). Sobre a renovação na Câmara Municipal, que pode chegar até 50% neste ano, segundo especialistas, ele disse:
“Creio em uma renovação que vai ser a mais alta possível. Primeiro, porque a população já não se enxerga mais representada pela maior parte dos vereadores que aí estão… Se a gente analisar, praticamente, existe uma divisão em que metade está fechada com David Almeida e metade está fechada com Wilson Lima. Então, não tem ninguém mais fechado com o povo. As pessoas fecham com o prefeito e com o governador, em troca de benefícios pessoais, cargos comissionados, salário por fora, contratos, dinheiro que vai para ONG que não existe”, sugeriu o candidato.
O petista tenta, pela terceira vez, uma vaga na CMM: a primeira em 2016, pelo PSoL, quando não se elegeu, a segunda em 2020, já pelo PT, no qual também não conseguiu uma vaga no parlamento municipal, além da tentativa de compor a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), em 2022, quando também não conseguiu votos suficientes para o cargo de deputado estadual.
Na ocasião, João Tayah falou sobre os interesses de ingressar na vida pública. Segundo o delegado, ele sempre esteve envolvido com a política do Amazonas, por meio de movimentos sociais.
Entre outros pontos, o candidato abordou sobre a postura que adotou ao longo do tempo de tecer críticas contra o próprio partido e como sua visão mudou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Para Tayah, o que viria depois do episódio seria “muito pior”.
Ele citou como exemplos os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro (PL), com destaque ao último, que foi “responsável pelo crescimento no número de desmatamento”, na visão do candidato a vereador.
“Os números e a verdade estão a nosso favor. Bolsonaro foi responsável por semanalmente elaborar decretos durante o seu mandato para destruir a Zona Franca de Manaus. Os números de desmatamento durante o governo Bolsonaro aumentaram consideravelmente. Bolsonaro negou oxigênio para as pessoas, enquanto as pessoas estavam morrendo asfixiadas nas macas dos hospitais aqui em Manaus. Então, por que razão o manauara é bolsonarista? E Manaus conquistou o quê com isso? Manaus é a segunda cidade mais favelizada do Brasil!”, criticou após citar diversos políticos de direita no Amazonas.
Durante a entrevista, João Tayah também defendeu ações do governo federal para conter os efeitos da estiagem no Amazonas.
‘Demitidos’
Ainda sobre as críticas aos parlamentares que integram a atual Legislatura (18ª) na CMM, o delegado mirou principalmente vereadores do PL, como Capitão Carpê e Raiff Matos, sugerindo que eles não reeleição deles.
“Para mim, a prioridade que deveria sair da Câmara são os candidatos cuja única bandeira é ser amigo ou apoiador do Bolsonaro. Primeiro, que o Bolsonaro só trouxe tragédia para a nossa cidade. Então, se o vereador não tem proposta, a única coisa que ele diz é que ele apoia o Bolsonaro. Então, ele apoia o destruidor da nossa cidade e não deveria nem estar lá. Por isso, eu já eliminaria de pronto Capitão Carpê, tá fora. Raiff Matos é outro que só sabe querer lacrar, falando de coisas que não têm nada a ver!”, afirmou.
O candidato do PT ainda sinalizou sobre representantes de igrejas evangélicas, como Marcel Alexandre, também do PL, que ‘fazem de igrejas palanques políticos’.
“A Câmara não pode ser mais espaço de representação de pastor, que usa a igreja para atender seus interesses privados e não os interesses de Cristo e de Deus. Por isso, o Marcel é um excelente representante para também estar fora. Ele representa isso, o que a gente tem que tirar da Câmara!”, observou Tayah.
Assista à entrevista completa aqui.
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