Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Liminar impede início dos trabalhos de CPI da Semcom na CMM

Segundo o presidente da CPI da Semcom, vereador William Alemão, existe uma lista grande de pessoas que já estão no escopo da CPI desde março.

(Foto: Celso Maia/Portal AM1)

Manaus (AM) – Após instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o pagamento em dinheiro a um portal de notícias, nas dependências da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi impedida de começar os trabalhos por conta de uma liminar da Justiça que suspendeu as investigações. Na tarde desta segunda-feira, 23, durante entrevista coletiva, o presidente da CPI da Semcom, vereador William Alemão (Cidadania), falou com a reportagem do Portal AM1 e destacou a importância de mais transparência em relação à Prefeitura de Manaus.

“Como vocês acompanharam, infelizmente, não poderíamos começar agora, no início dos trabalhos, porque recebemos a informação de uma liminar da Justiça que a presidência da Casa deve receber em breve e, com isso, está suspensa até a resposta da Câmara Municipal sobre essa liminar. Acredito que seja mais uma manobra para atropelar o trabalho da CPI. Estamos há cinco anos esperando que a CPI fosse indicar os membros e, agora, depois dos membros, vem essa manobra. Tem que deixar bem claro que esse foi o quarto mandado de segurança que foi impetrado contra e, esse foi o único que foi aceito”, afirmou.

‘Lista grande’

Em relação às pessoas que serão convocadas para depor na CPI, William Alemão foi enfático ao dizer que existe uma lista grande de pessoas que já estão no escopo da CPI desde março, inclusive, o motorista que supostamente recebeu o dinheiro, a funcionária que passou a sacola, o secretário que estava na época, Israel Conte e a atual secretária Camila Silva.

“Temos cinco empresas envolvidas com contratos com a prefeitura que serão chamadas, temos ainda mais algumas questões relacionadas ao inquérito policial. Mas, isso tudo, a gente só vai poder dar mais informações após a deliberação sobre esse mandado de segurança. É mais uma manobra, tanto que nós temos cinco membros da CPI e dois deles, que são justamente ligados à base do prefeito, não compareceram à coletiva. Só entraram no início da reunião para apresentar esse mandado de segurança e logo após se retiraram”, alfinetou.

O presidente da CPI não soube determinar ao certo a previsão para o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar e disse que tudo dependerá da resposta da CMM a esse mandado de segurança da Justiça e se conseguir derrubar o mandado, os trabalhos devem começar o mais rápido possível.

Outro membro da oposição, o vereador Capitão Carpê (PL), também se manifestou sobre a suspensão da CPI da Semcom e disse que a base do governo tenta justificar que a Comissão está sendo instaurada em ano de eleição, mas afirmou que os vereadores não têm culpa de os fatos terem acontecido neste ano eleitoral de 2024.

“Nós não temos culpa se foi flagrado um funcionário de um portal recebendo dinheiro vivo e sabemos que não é comum receber dinheiro em espécie dentro de uma secretaria. Eu mesmo tive acesso ao funcionário, ele veio aqui e eu postei nas redes sociais o próprio desespero dele de narrar os fatos. Ele disse mais, que tem mais vídeos que nós vamos tentar trazer para essa CPI em outros lugares que ele recebeu dinheiro, segundo informação dele mesmo, que nos procurou. E eu, enquanto cidadão de bem, propus a própria Delegacia Especializada em Crimes de Corrupção e o delegado já encaminhou para a Justiça esse inquérito. Inclusive queremos anexar a cópia do inquérito na CPI”, enfatizou.

Na avaliação de Carpê, a CPI já deveria ter sido instaurada e já deveria ter chegado à conclusão, caso não tivesse tantas dificuldades com a base do prefeito.

 

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