(Fotos: Divulgação/Assessoria/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – Às vésperas das eleições municipais e com a expectativa de chegar ao segundo turno, os candidatos a prefeito de Manaus estão investindo nas suas respectivas campanhas eleitorais, gastando milhões em serviços prestados.
O Portal AM1 realizou levantamento sobre quanto em recursos próprios já foram gastos nas campanhas de David Almeida, Amom Mandel, Capitão Alberto Neto, Roberto Cidade, Marcelo Ramos, Wilker Barreto e Gilberto Vasconcelos.
Os candidatos podem gastar até R$ 13.283.237,07 no primeiro turno das eleições.
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que concorre à reeleição, já gastou o montante de R$ 7.374.597,32 na campanha dele, tendo pago somente R$ 5.706.856,32. David recebeu a bagatela de R$ 6.9 milhões, sendo que, deste valor, R$ 6.960.000,00 são do Fundo Partidário. O Portal AM1 analisou que o prefeito não doou, até agora, recursos próprios para a campanha.
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) já recebeu, até o momento, R$ 845.885,00. O valor parece bem inferior ao que ele já gastou com pessoal e com a divulgação de serviços gráficos; além de impulsionamento nas redes sociais, que somam mais de um milhão de reais (R$ 1.470.078,90).
Desse valor, Amom pagou somente R$ 503.427,56. Ele ainda pode receber mais recursos até o fim do pleito e terá que prestar contas de tudo à Justiça Eleitoral. Cabe destacar que Mandel doou R$ 100 mil para a própria campanha; sua vice, Nancy Segadilha (Cidadania), também doou R$ 100 mil.
Confira as informações nos quadros abaixo:
O candidato do Partido Liberal, deputado federal Capitão Alberto Neto, já recebeu mais de R$ 7,3 milhões para investimentos e tenta alavancar a campanha. Desse valor, R$ 7.150.000,00 são do Fundo Partidário e R$ 150 mil de recursos próprios doados por Maria do Carmo Seffair (Novo), sua candidata a vice-prefeita.
O Capitão também recebeu recursos de uma de suas assessoras de gabinete no valor de R$ 17 mil, como foi noticiado pelo Portal AM1 anteriormente.
Alberto Neto pagou somente R$ 442.199,88. Assim como David Almeida e Amom Mandel, Alberto Neto deve prestar contas de todos os seus gastos e devolver ao Tesouro os recursos que sobrarem.
No gráfico abaixo, observa-se que o candidato já gastou R$ 1.531.354,48 na sua campanha, sendo que a maioria desses gastos foi destinada para atividade de militância e mobilização de rua, que somam R$ 506.400 mil, seguido de R$ 400 mil com produção de programa de rádio e televisão ou vídeo.
O candidato que menos recebeu recursos, não chegando nem a um milhão de reais, Gilberto Vasconcelos (PSTU) conta apenas com R$ 61,3 mil para a sua campanha. Conforme a análise da reportagem, desse montante, Vasconcelos doou R$ 1.200 para a própria campanha.
Assim como os demais, ele pode gastar até R$ 13,2 milhões no primeiro turno, mas por falta de apoio político, e também por pertencer a um partido nanico, Gilberto não alcançou nem R$ 100 mil para investir em mobilização e militância.
Quanto às despesas de campanha, Gilberto Vasconcelos já gastou R$ 43.900,00 e pagou somente R$ 8.600,00, sendo a maior parte das despesas direcionada para serviços prestados por terceiros.
Confira nos gráficos abaixo:
Marcelo Ramos (PT), por outro lado, recebeu apenas um recurso financeiro para a sua campanha, vindo diretamente do Fundo Partidário, no valor de R$ 2.195.238,69. Desse total, R$ 1.781.180,10 somam as despesas; Ramos já quitou praticamente todas as suas dívidas, como demonstra o gráfico de prestação de contas do DivulgaCand (R$ 1.739.942,50).
Conforme a análise do Portal AM1, no sistema DivulgaCand, quando um candidato presta contas indicando “Doações a outros candidatos ou partidos”, isso significa que ele transferiu parte dos recursos recebidos durante a campanha, sejam eles financeiros ou materiais, para apoiar outros candidatos ou partidos políticos. Esses recursos podem vir de doações de terceiros, do próprio candidato ou do fundo eleitoral, e devem ser registrados como uma doação dentro da prestação de contas. Aparentemente, Marcelo abriu mão de R$ 637,60 para doar o valor a outro candidato ou partido.
Essa prática é comum em campanhas em que um partido ou coligação decide redistribuir recursos entre seus membros para fortalecer candidaturas específicas ou para equilibrar a distribuição entre os candidatos. O valor doado precisa ser devidamente registrado e informado à Justiça Eleitoral para garantir a transparência no uso dos recursos de campanha.
Até o momento, o candidato Roberto Cidade (UB) é o que mais recebeu recursos para campanha eleitoral, conta com o montante de R$ 8.095.067,40. Cidade tem investido pesado em divulgação e contratou várias empresas para produzir sua campanha, gastando R$ 970 mil com a gravação de programas de rádio, televisão ou vídeo.
Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) também investiu R$ 880,3 mil com atividades de militância e mobilização de rua, mais R$ 750 mil em serviços advocatícios; Cidade gastou meio milhão de reais com comício e R$ 426.830,00 com publicidade por materiais impressos.
Os dados do DivulgaCand revelam que Roberto Cidade doou para si R$ 70 mil. Foram duas doações, sendo uma de R$ 50 mil e outra de R$ 20 mil. Ele recebeu o Fundo Partidário no valor de R$ 7 milhões, e recebeu do partido Republicanos R$ 900 mil.
Dos R$ 8.095.067,40, Cidade fez uma despesa de R$ 4.793.031,50, e pagou apenas R$ 1.635.116,06, conforme os dados disponibilizados.
Já a campanha de Wilker Barreto (Mobiliza) recebeu R$ 400.551,20 para investimentos. Desse valor, R$ 25 mil são doação do próprio candidato. O Fundo Partidário do Mobiliza está registrado em R$ 350 mil, enquanto o restante é resultado de doações de pessoas físicas, conforme dados do DivulgaCand.
Barreto gastou R$ 39 mil com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. Ele também contratou cessão ou locação de veículos por R$ 28.990,00.
No processo de prestação de contas do candidato, foi registrada a “Baixa de Estimáveis – Recursos de pessoas físicas” no valor de R$ 24.139,20, referentes a recursos doados por pessoas físicas. Esses recursos correspondem a bens ou serviços fornecidos à campanha, como o uso de veículos, imóveis ou materiais de campanha, doados de forma não monetária.
A baixa indica que o uso desses bens ou serviços foi encerrado, ou consumido, conforme o previsto pela legislação eleitoral, garantindo a transparência no controle dos recursos utilizados durante a campanha.
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