Adail Filho vota a favor da castração química - Foto: Reprodução/Instagram @republicanos10nacamara
Manaus (AM) – O deputado federal Adail Pinheiro Filho (Republicanos) votou a favor do projeto de lei que institui a castração química como punição para pedófilos condenados por crimes sexuais contra menores de idade. A proposta foi aprovada na última quinta-feira (12) pela Câmara dos Deputados e segue para análise no Senado.
O voto do parlamentar amazonense chamou atenção, não apenas pelo impacto do projeto no combate aos crimes sexuais, mas também pelo histórico de sua família.
O pai de Adail Filho, Adail Pinheiro, também filiado ao Republicanos, foi investigado e condenado por envolvimento em um esquema de exploração sexual de menores enquanto ocupava o cargo de prefeito de Coari, município no interior do Amazonas.
Castração química
O projeto aprovado pela Câmara prevê que a castração química seja aplicada como pena acessória à prisão em casos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A medida, segundo o texto, teria caráter voluntário e incluiria o uso de medicamentos para redução da libido, além de acompanhamento médico e psicológico.
Durante a votação, todos os oito parlamentares da bancada amazonense participaram, com apenas um voto contrário à medida. Adail Filho, que já ocupou o cargo de prefeito em Coari, optou por apoiar a proposta, aliado à maioria da Casa.
Contradição?
A decisão de Adail Filho chamou atenção. Adail Pinheiro, seu pai, foi condenado em 2014 por crimes relacionados à exploração sexual de menores, em um dos maiores escândalos políticos do estado do Amazonas.
Na época, o caso gerou comoção nacional, com denúncias detalhadas sobre a atuação de uma rede de abuso que operava no município.
A aprovação do projeto na Câmara também gerou críticas sobre a efetividade da castração química como pena. Organizações de direitos humanos e especialistas em direito penal apontam que a medida não aborda as causas estruturais dos crimes sexuais e pode ser considerada inconstitucional, dependendo de sua aplicação.
A proposta, agora, será submetida ao Senado, onde deverá enfrentar um debate mais aprofundado sobre a legalidade, a aplicação prática e as implicações éticas da medida.
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