Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

PT reconhece aliança com Omar, mas apoio à candidatura de governador ainda está em diálogo

Secretário-geral do partido afirmou que decisões eleitorais só se consolidam com o fim das negociações, mas destacou proximidade de Aziz com Lula e com a base do governo

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Da esquerda para a direita: Henrique Fontana, Omar Aziz, Eduardo Braga e Marcelo Ramos (Fotos: Arquivo/AM1, Celso Maia/AM1, Saulo Cruz e Waldemir Barreto/Agência Senado)

Manaus (AM) – Durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, nesta quarta-feira (11), o secretário-geral do PT, Henrique Fontana, comentou o cenário eleitoral de 2026 no Amazonas e respondeu sobre uma possível aliança com o senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo do Estado.

Fontana afirmou que o partido já discute nacionalmente as eleições e que integra o grupo de trabalho responsável pela articulação eleitoral. Segundo ele, Omar Aziz é “um grande aliado do presidente Lula” e faz parte da base de sustentação do governo no Senado, junto com o também senador amazonense Eduardo Braga (MDB).

Apesar do apoio declarado pelo presidente estadual do PT, Sinésio Campos, Fontana preferiu adotar cautela. “Eu sempre prefiro dizer que os martelos se batem quando a negociação se conclui”, afirmou, indicando que ainda há articulações em andamento com os partidos aliados no estado.

O dirigente defendeu a construção de uma “chapa muito potente” no Amazonas, com alianças amplas que fortaleçam o palanque do presidente Lula. “O objetivo nosso é que este diálogo das próximas semanas e meses possa constituir uma chapa muito potente”, disse. Ele mencionou a necessidade de nomes fortes para governador, vice e duas vagas ao Senado, além de garantir que o PT tenha protagonismo dentro da coligação.

“Queremos fazer uma aliança o mais ampla possível, onde o PT cresça dentro desta aliança e contribua com quadros”, concluiu.

Omar e Lula

(Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Fontana também destacou a importância de lideranças locais do partido, como Marcelo Ramos, ex-candidato a prefeito de Manaus. “[Marcelo] Também é um grande amigo que eu tenho na política e tivemos praticamente dois anos atrás essa ótima decisão deles filiar ao PT”, disse.

Segundo o secretário-geral, o diálogo com aliados como Omar Aziz, Eduardo Braga e Marcelo Ramos é “muito positivo e construtivo” e visa formar uma frente ampla para 2026. Ele reforçou, no entanto, que o partido ainda vai definir, internamente, qual de seus quadros deve compor a chapa majoritária.

“É natural que um partido com a força do PT, partido do presidente da República, queira estar com uma cadeira dentro destas quatro cadeiras que representam uma chapa majoritária quando a gente vai preparar uma eleição que começa em 2026”, concluiu.

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