Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Vereador da base de David Almeida critica fim do pagamento em dinheiro nos terminais

Apesar de o prefeito já ter sinalizado a possível mudança, Eduardo Assis ressaltou que a proposta traz preocupações.

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(Foto: Dhyeizo Lemos/Semcom)

O vereador Eduardo Assis (Avante), que integra a base aliada do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), criticou a decisão anunciada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A partir da próxima segunda-feira (23), os terminais de ônibus e estações não aceitarão mais dinheiro como forma de pagamento.

Em abril deste ano, o Portal AM1 já havia noticiado que o prefeito David Almeida, durante coletiva de imprensa, mencionou essa possibilidade. Ele se referiu a uma recomendação do Ministério Público do Estado sobre a retirada gradual do dinheiro em espécie dos ônibus. Na ocasião, expressou preocupação com as consequências da medida.

“O Ministério Público do Estado está orientando a retirada da circulação de dinheiro de dentro dos ônibus. A Justiça já sinalizou sobre essa questão. O próprio Ministério do Trabalho também. Nós estamos buscando aqui um diálogo para que a gente não precise desempregar cerca de 1,5 mil cobradores. Isso é um problema. Então, estamos ajustando com as empresas para aproveitá-los dentro do sistema, como motoristas”, explicou o prefeito.

Apesar de o prefeito já ter sinalizado a possível mudança, Eduardo Assis ressaltou que a proposta traz preocupações. “Eu tenho uma preocupação inclusive com essa posição de querer, de certa forma, obrigar que não se utilize mais dinheiro em espécie”, declarou o vereador em entrevista ao Portal AM1.

A proposta do Sinetram gerou reação na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Parlamentares tanto da base quanto da oposição manifestaram, de forma quase unânime, discordância em relação à medida.

O Sinetram argumenta que, em outras capitais brasileiras, a retirada do dinheiro dos coletivos resultou na redução de assaltos. No entanto, a mudança causou insatisfação entre os usuários do transporte público, que criticaram a medida.

 

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