Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Desembargador do TJAM desabafa durante sessão virtual e cogita deixar presidência

Magistrado aponta falhas recorrentes no sistema e na secretaria que teriam prejudicado participação de advogada em julgamento.

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(Foto: Divulgação/TJAM)

Manaus (AM) – Durante uma sessão virtual do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o desembargador Cláudio Roessing, presidente da Primeira Câmara Cível, fez um desabafo público ao relatar problemas recorrentes no sistema eletrônico e falhas administrativas da secretaria, que, segundo ele, têm prejudicado o andamento dos julgamentos e causado constrangimento a magistrados, advogados e partes.

O episódio ocorreu após uma advogada não conseguir acessar a sessão virtual, mesmo estando regularmente intimada. De acordo com o desembargador, a profissional não recebeu o link de acesso à videoconferência porque o processo havia sido registrado indevidamente como adiado pela secretaria, o que impediu sua participação inicial.

Visivelmente incomodado, Roessing pediu desculpas às partes envolvidas e afirmou que a situação não é isolada. Segundo ele, falhas semelhantes têm se repetido com frequência, comprometendo a eficiência dos trabalhos da Câmara Cível e gerando desgaste na condução das sessões.

“Não é a primeira vez que isso acontece”, afirmou o magistrado durante a transmissão, destacando que os problemas técnicos e administrativos acabam recaindo injustamente sobre quem preside os julgamentos.

Diante do cenário, o desembargador cobrou providências urgentes para corrigir as falhas no sistema e melhorar o funcionamento da secretaria. Ele também declarou que, caso não haja melhorias efetivas, poderá deixar a presidência da Primeira Câmara Cível, por não considerar viável continuar exercendo a função nessas condições.

Após a interrupção e o desabafo, a situação foi parcialmente resolvida: a secretaria encaminhou o link à advogada, que conseguiu ingressar na sessão, permitindo a continuidade do julgamento.

O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a estrutura tecnológica e administrativa do Judiciário, especialmente no que diz respeito às sessões virtuais, que se tornaram mais comuns nos últimos anos. Até o momento, o Tribunal de Justiça do Amazonas não se manifestou oficialmente sobre o episódio ou sobre eventuais medidas para solucionar os problemas apontados.

Confira vídeo:

 

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