(Foto: Danilo Mello/Aleam)
Manaus (AM) – A deputada estadual do Amazonas Débora Menezes (PL-AM) afirmou, por meio das redes sociais, que o presidente Lula (PT) teria feito campanha eleitoral antecipada após a homenagem recebida em um samba-enredo da Acadêmicos de Niterói. Na publicação, a parlamentar criticou o que classificou como tratamento desigual na aplicação da lei eleitoral.
Em um dos trechos divulgados, a deputada escreveu: “Lula faz campanha antecipada em pleno carnaval, com dinheiro público… e ninguém fala nada. Mas quando é do outro lado, vira ‘ameaça à democracia’. Curioso como a lei parece funcionar só pra um lado. Mas tá tudo bem… dizem que é só ‘cultura’. E, no fim das contas, quem paga somos nós”.
Na postagem, Débora Menezes compartilhou ainda a captura de tela de uma notícia sobre decisão judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O conteúdo citava que Bolsonaro não poderia utilizar transmissões ao vivo a partir do Palácio da Alvorada para promover eventual campanha, conforme decisão de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao comentar a comparação, a deputada reforçou as críticas na legenda da publicação: “Quando é um lado, pode. Quando é o outro, é crime. E quem paga a conta? O povo”, escreveu.
Fala de deputada cita desfile com referências políticas no Rio
A homenagem criticada por Débora Menezes trata-se do samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Lula ao narrar sua trajetória de vida, destacando origens humildes, a migração da família nordestina para o Sudeste e pautas associadas ao político, como o combate à fome. A apresentação abriu o desfile de domingo (15) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, com referências ao número 13, símbolo eleitoral de Lula, e a ideia de “vitória do amor sobre o medo”.
Além de exaltar o presidente, a letra também traz críticas políticas indiretas a adversários. Trechos do samba fazem alusão a episódios recentes da política nacional, sugerindo, de forma simbólica, referências a investigações e à tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Expressões como “sem mitos falsos, sem anistia” reforçam o tom crítico.
No desfile, uma das alegorias retratou Bolsonaro como um palhaço preso, vestindo uniforme listrado e usando tornozeleira eletrônica com sinais de violação, em referência a episódios judiciais recentes.
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