Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Levantamento projeta divisão do tempo de TV na pré-campanha ao Governo do Amazonas

O cenário é um recorte de momento, isso porque o Estado ainda vive o período de pré-campanha e nenhum dos apoios mencionados foi oficialmente formalizado pelas siglas na Justiça Eleitoral.

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(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado, Ricardo Machado/Assessoria do Tadeu de Souza, Divulgação/Assessoria Maria do Carmo & Antonio Pereira/Semcom)

Manaus (AM) – Um levantamento elaborado pelo portal Direto ao Ponto projeta como ficaria a divisão do tempo de propaganda eleitoral caso a eleição ao Governo do Amazonas começasse hoje, considerando a configuração atual das alianças partidárias. O cenário, no entanto, é um recorte de momento. O Estado ainda vive o período de pré-campanha e nenhum dos apoios mencionados foi oficialmente formalizado pelas siglas na Justiça Eleitoral.

Pelos números, o senador Omar Aziz aparece na dianteira em volume de tempo de TV. Com PSD, MDB, Republicanos, Podemos e as federações PT/PCdoB/PV e PSOL/Rede, ele teria 4 minutos e 42 segundos por bloco, o equivalente a 47,02% do total, além de cerca de 18,8 inserções diárias de 30 segundos.

Na prática, Omar largaria com aproximadamente oito vezes mais tempo que o prefeito de Manaus, David Almeida, evidenciando a força de uma articulação ampla e numericamente expressiva.

O atual vice-governador Tadeu de Souza teria 2 minutos e 34 segundos, o que corresponde a 25,63% do tempo total, além de 10,3 inserções por dia, considerando União Brasil, PP, PSB e Solidariedade/PRD. Embora ainda não tenha oficializado pré-candidatura publicamente, Tadeu é apontado como candidato natural à reeleição, já que, com a desincompatibilização do governador Wilson Lima, deverá assumir o comando do Executivo estadual e disputar a permanência no cargo.

A professora Maria do Carmo Seffair, que já declarou de forma explícita sua pré-candidatura, teria 2 minutos e 10 segundos, o equivalente a 21,58% do total, além de 8,6 inserções diárias, contando com PL e Novo. O tempo é competitivo, mas depende de uma engenharia política que ainda precisa sair do campo das intenções para a formalização concreta das alianças.

Já David Almeida, com PDT e Avante, teria 35 segundos por bloco, o que representa 5,78% do tempo total e cerca de 2,3 inserções diárias. O dado impõe um desafio matemático evidente, embora tempo de televisão, isoladamente, não determine o resultado de uma disputa majoritária.

Todos os nomes citados se movimentam como pré-candidatos. Até o momento, oficializaram publicamente essa condição Omar Aziz, David Almeida e Maria do Carmo. Tadeu de Souza, por sua vez, mantém a condição institucional de vice-governador, mas é tratado nos bastidores como peça central do tabuleiro de 2026.

O levantamento não é uma fotografia definitiva da eleição, mas revela como o peso das alianças partidárias pode influenciar diretamente a largada de cada projeto político.

David Almeida oficializa pré-candidatura

David Almeida confirmou, nesta segunda-feira (23), sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas. O anúncio foi feito durante um encontro organizado pelo diretório estadual do Avante, legenda à qual é presidente estadual.

O ato reuniu lideranças políticas do Estado, entre elas representantes do PDT e do Agir, além de vereadores da Câmara Municipal de Manaus e deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas, como Daniel Almeida, do Avante, e Abdala Fraxe. O evento marcou o início formal das articulações em torno do nome do prefeito para a disputa estadual.

Para concorrer ao cargo, David precisará deixar a Prefeitura de Manaus até 4 de abril de 2026, prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral, equivalente a seis meses antes do primeiro turno. Conforme já informado pelo líder do prefeito na Câmara, Eduardo Alfaia, o vice-prefeito Renato Junior deverá assumir o comando do Executivo municipal a partir de 30 de março.

Segundo o próprio prefeito, a partir de abril ele pretende intensificar agendas e visitas aos municípios do interior do Amazonas, ampliando o diálogo político fora da capital.

 

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