(Foto: Divulgação/Dnit/Governo Federal)
Manaus (AM) – A BR-319 ainda é cercada por dúvidas, receios e relatos de dificuldades, mas, segundo o presidente da Associação Amigos e Defensores da rodovia, André Marsílio, o cenário atual já é diferente do que muitos amazonenses imaginam. Em entrevista ao AM1 Entrevista, ele afirmou que carros de passeio já conseguem trafegar pela estrada até mesmo no inverno amazônico, desde que o motorista adote cautela e planejamento.
Segundo Marsílio, o principal trecho crítico continua sendo o chamado “trecho do meio”, com aproximadamente 405 quilômetros de barro, localizado entre o lote C e o entroncamento com a BR-230, nas proximidades de Humaitá.
Apesar disso, ele sustenta que a rodovia tem mantido trafegabilidade ao longo do ano.
“Hoje, no inverno, está passando carro de passeio na BR-319”, afirmou.
Tempo de viagem
Durante a entrevista, André detalhou o trajeto básico para quem sai de Manaus em direção a Porto Velho por via terrestre.
O percurso começa com a travessia de balsa no porto da Ceasa, em Manaus. Segundo ele, a primeira embarcação sai por volta das 4h da manhã. A partir daí, o deslocamento até o Careiro Castanho leva em média duas horas, somando o trecho fluvial e o deslocamento inicial em terra.
Da capital amazonense até Humaitá, o tempo médio estimado de viagem em carro de passeio varia entre 14 e 16 horas, podendo chegar a 18 horas, a depender das condições da estrada e da velocidade adotada pelo motorista.
A recomendação, segundo ele, é pernoitar em Humaitá e seguir viagem no dia seguinte. De lá até Porto Velho, o trecho já é totalmente asfaltado e leva cerca de duas horas.
O que levar para a viagem
Marsílio reforçou que a BR-319 exige uma condução mais cautelosa do que outras rodovias. A recomendação é trafegar em velocidade média entre 30 km/h e 60 km/h, especialmente nos trechos de barro, pontes de madeira e áreas com pedras e rachão.
Entre os itens de segurança considerados importantes para quem pretende enfrentar a estrada, André citou dois que, segundo ele, são praticamente indispensáveis: uma corda de cerca de 10 metros e um galão de 20 litros de combustível.
A corda serviria para situações de atolamento ou saída de pista, enquanto o combustível extra funcionaria como medida de segurança, principalmente no inverno ou em períodos de maior dificuldade operacional na estrada.
Abastecimento
A orientação repassada pelo presidente da associação é sair de Manaus com tanque cheio, reabastecer no Careiro Castanho e seguir com um galão reserva até Humaitá. Ao chegar ao município do sul do Amazonas, o motorista pode reabastecer novamente antes de seguir para Porto Velho.
Além do uso individual para deslocamento de passageiros, Marsílio defendeu que a BR-319 já se consolidou como uma rota logística importante para o abastecimento do Amazonas.
“A BR-319 hoje é importante não só para o direito de ir e vir, mas para o abastecimento da nossa região”, afirmou.
Assista à entrevista:
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