Manaus, 23 de julho de 2026
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Manaus, 23 de julho de 2026

Cenário

Costa e Silva critica divisão da direita e aposta em união para 2026

Pré-candidato a deputado federal pelo PL afirma que disputas internas favoreceram adversários e defende convergência do campo conservador.

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(Foto: Lucas Bentes/Portal AM1)

Manaus (AM) – A fragmentação das candidaturas identificadas com a direita continua sendo um dos principais obstáculos para o grupo conquistar vitórias nas eleições majoritárias no Amazonas. Essa é a avaliação do delegado Costa e Silva (PL), pré-candidato a deputado federal, que atribui à falta de unidade uma das razões para derrotas eleitorais recentes e defende que as lideranças conservadoras coloquem projetos coletivos acima de interesses individuais.

Durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, Costa e Silva relembrou sua trajetória eleitoral e afirmou que o cenário vivido em 2020 ainda serve de exemplo para a direita amazonense. Naquele pleito, ele disputou a Prefeitura de Manaus como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo coronel Alfredo Menezes, depois de abrir mão de uma candidatura própria à Câmara Municipal.

Segundo o delegado, a decisão foi tomada porque acreditava no projeto político apresentado à época, embora reconheça que o resultado não tenha sido o esperado.

“Eu sabia que tinha chances reais de ser eleito vereador, mas resolvi assumir aquele desafio porque acreditava naquele projeto. Na política também é preciso coragem para arriscar.”

Na avaliação de Costa e Silva, o principal erro daquele processo eleitoral foi a pulverização das candidaturas do mesmo campo ideológico. Para ele, diversos nomes disputaram o mesmo eleitorado conservador, impedindo a construção de uma candidatura competitiva capaz de enfrentar os adversários no segundo turno.

“O racha da direita custou aquela eleição. Se aqueles candidatos tivessem caminhado juntos, o resultado poderia ter sido completamente diferente.”

O delegado afirmou que a fragmentação não ocorreu por divergências programáticas, mas pela dificuldade de algumas lideranças em abrir espaço para projetos coletivos.

Segundo ele, o excesso de vaidade continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelos partidos de direita em todo o país.

“Quando várias pessoas acreditam que somente elas representam um determinado grupo político, fica difícil construir unidade.”

Costa e Silva também ampliou a análise para o cenário nacional, afirmando que a mesma lógica deve orientar as eleições presidenciais de 2026.

Na visão do pré-candidato, enfrentar grupos políticos já consolidados exige articulação entre diferentes lideranças e capacidade de construir consensos.

“A união é fundamental. Quando a vaidade fala mais alto, quem perde é o eleitor.”

O delegado destacou ainda que sua decisão de disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados faz parte de um projeto político iniciado em 2018. Sem tradição familiar na política, ele lembrou que construiu sua trajetória eleitoral a partir da atuação como delegado de polícia e das campanhas anteriores, nas quais ficou como suplente em diferentes disputas.

Para Costa e Silva, a experiência acumulada nas últimas eleições fortaleceu sua convicção de que projetos políticos precisam ser construídos com planejamento, diálogo e capacidade de agregar aliados, sobretudo em disputas majoritárias.

Assista à entrevista completa:

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