Manaus, 3 de setembro de 2026
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Manaus, 3 de setembro de 2026

Cenário

Pediatra cobra pagamento a empresas médicas e critica gestão da Saúde no AM

Adriana Lima afirma que repasses prometidos até 31 de agosto ainda não foram pagos e questiona declarações do governo.

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(Foto: Divulgação/Adriana Lima e Divulgação/Governo do AM)

Manaus (AM) — A médica pediatra Adriana Lima cobrou o Governo do Amazonas pelo pagamento de valores devidos a empresas médicas que prestam serviços na rede pública estadual. Em vídeo publicado na noite dessa quarta-feira (2), a profissional também criticou a condução da saúde e contestou declarações atribuídas ao governador Roberto Cidade, ao vice-governador Serafim Corrêa e ao secretário de Saúde, Luis Alberto Saraiva.

Segundo Adriana, havia um acordo para que os valores destinados às empresas médicas fossem repassados, no máximo, até 31 de agosto. De acordo com a pediatra, porém, o dinheiro ainda não havia sido depositado.

“Havia um combinado em que seriam repassados valores às empresas médicas, no máximo até o dia 31 de agosto. Repasse que até o momento não caiu nas contas”, afirmou.

Médica rebate declaração de Serafim

Adriana também contestou uma declaração atribuída ao vice-governador Serafim Corrêa de que as empresas médicas não teriam funcionários a serem pagos.

A pediatra afirmou que as empresas precisam manter estruturas administrativa e operacional para prestar os serviços. Ela citou despesas com consultoria administrativa e jurídica, contabilidade, secretariado e outros profissionais.

Adriana também rebateu a ideia de que os valores recebidos pelas empresas teriam como finalidade apenas gerar lucro. Segundo ela, os pagamentos correspondem à remuneração pelos serviços prestados por profissionais da área.

“Esse lucro não se trata de ganho ilícito e nem de esperteza. Se trata somente da distribuição do pagamento relacionado a um serviço prestado ao nosso trabalho e é feito de forma honesta”, declarou.

Veja o vídeo:

Cobrança pode afetar escalas

A manifestação ocorre em meio às cobranças de médicos e entidades da categoria por pagamentos referentes aos serviços prestados na rede estadual.

No fim de agosto, o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) alertou que a falta de regularização dos pagamentos pode reduzir o número de profissionais disponíveis e comprometer a formação das escalas previstas para outubro, novembro e dezembro de 2026.

No vídeo, Adriana voltou a cobrar uma solução e criticou representantes do governo estadual. “Não caiam em conversa fiada de político”, afirmou.

O que diz o governo?

O Portal AM1 procurou o Governo do Amazonas para saber sobre os pagamentos às empresas médicas, os valores pendentes e a previsão de regularização. Até a publicação desta matéria, não houve resposta.

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