(Foto: Reprodução/ Redes Sociais e Divulgação/Aadesam )
Manaus (AM) — Equipes da Polícia Federal (PF) e do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cumpriram, na tarde desta quinta-feira (3), uma medida de busca e apreensão na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), no Centro de Manaus.
Segundo informações obtidas, computadores do setor de Recursos Humanos foram levados durante a ação. Até o momento, não foram divulgados oficialmente detalhes sobre o material apreendido nem os alvos da medida.
A operação ocorre em meio a uma investigação da Justiça Eleitoral sobre demissões, contratações e movimentações de trabalhadores da Aadesam durante o período eleitoral.
Em matéria feita pelo Portal AM1 mostrada anteriormente, o Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou 461 desligamentos entre 1º e 3 de julho, além de mais de 140 admissões no mesmo período, às vésperas do início das restrições previstas pela legislação eleitoral.
A concentração das movimentações levantou suspeitas e levou o MPE a investigar se houve uso da estrutura da agência para fins político-eleitorais.
TRE já havia cobrado documentos
Em agosto, o TRE-AM determinou que a Aadesam apresentasse informações detalhadas sobre demissões, admissões e contratações realizadas desde 1º de julho.
A Justiça também exigiu documentos e registros do setor de Recursos Humanos e proibiu alterações ou exclusões de dados relacionados às movimentações investigadas sem autorização judicial.
Além disso, o TRE suspendeu a transferência de trabalhadores da Aadesam para municípios do interior do Amazonas.
A investigação também reúne relatos encaminhados ao Ministério Público sobre suposta pressão política sobre trabalhadores e possível assinatura de documentos com datas retroativas. As suspeitas ainda estão sendo apuradas e não representam conclusão de irregularidade.
Investigação chega à sede da Aadesam
A busca e apreensão desta quinta-feira marca um novo avanço na apuração. Depois de determinar a entrega e preservação de documentos, a Justiça Eleitoral agora realizou uma diligência diretamente na sede da agência, com participação da Polícia Federal.
A Aadesam é presidida por William Alexandre Silva de Abreu, que já aparece no processo por comandar a agência durante o período das movimentações investigadas.
O caso também tem repercussão política porque a investigação eleitoral envolve o governador e candidato à reeleição Roberto Cidade, além do vice-governador Serafim Corrêa. A presença dos nomes no processo não significa condenação ou comprovação de participação nas supostas irregularidades.
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