Aeronave utilizada na logística do garimpo ilegal foi destruída durante operação na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. (Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo)
Durante o período, também foram apreendidas quatro aeronaves. As operações contaram com apoio de instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo dados divulgados pela Casa de Governo, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, foram realizadas 1.391 operações em áreas de extração mineral, rotas de abastecimento e estruturas utilizadas para sustentar o garimpo.
Operações atingiram estruturas do garimpo
Além das aeronaves e pistas clandestinas, as equipes destruíram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações.
As ações também resultaram na apreensão de aproximadamente 8,8 toneladas de cassiterita, 12 mil litros de diesel, 5.050 litros de gasolina e 92,8 quilos de mercúrio. O valor estimado dos bens destruídos ou apreendidos no período é de R$ 67 milhões.
Governo aponta redução de 99% do garimpo
De acordo com o governo federal, as ações de combate ao garimpo ilegal contribuíram para reduzir em 99% a atividade garimpeira na Terra Indígena Yanomami.
Entre março de 2024 e outubro de 2026, foram realizadas 12.296 ações de fiscalização e repressão. Nesse intervalo, 66 aeronaves foram inutilizadas ou apreendidas, 109 pistas de pouso foram inutilizadas e 992 acampamentos foram desmobilizados.
A Polícia Federal estima que o valor total dos bens destruídos ou apreendidos durante os três anos de operações chegou a R$ 815 milhões.
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