Manaus, 28 de maio de 2024
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Cenário

Alberto Neto quer soltar Chiquinho Brazão e diz que governo defende bandidos

Deputado amazonense quer em liberdade o homem preso por suspeita de ser o mandante da morte de Marielle Franco.

Alberto Neto quer soltar Chiquinho Brazão e diz que governo defende bandidos

(Foto: Divulgação/Câmara)

Manaus (AM) – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) disse nas redes sociais, nessa sexta-feira (12), que irá lutar para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei (PL) 2253/2022, sobre “saidinha” de presos.

O presidente Lula sancionou o projeto, publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira (11), mas concedeu permissão aos presos em regime semiaberto, o direito a deixar a prisão em datas comemorativas para visitar familiares, sempre com tornozeleira eletrônica.

O veto foi uma recomendação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Conforme o ministro pontuou, “por razões de inconstitucionalidade, o texto em questão, que restringe as saídas temporárias de presos em regime aberto, atenta contra valores fundamentais e a “dignidade humana”, benefícios esse concedido desde 1984.

Reação

A medida do presidente Lula provocou a reação ao deputado Alberto Neto, que promete derrubar o veto no Congresso Nacional. Segundo o parlamentar, Lula “defende bandido”.

Contrassenso

Acontece, que Capitão Alberto Neto, um dia antes, na quarta-feira (10), votou pela soltura de Chiquinho Brazão, apontado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.

 

Assista:

 

Entenda o caso Marielle Franco

A vereadora Marielle Franco (PSOL -RJ) foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro (RJ). Ela voltava de carro para a casa dela no bairro da Tijuca, zona Norte do Rio, após participar de uma reunião com mulheres negras na Lapa. A vereadora tinha 38 anos e estava acompanhada do motorista Anderson Gomes, de 39 anos, que também foi morto.

Para os investigadores havia indícios de que o crime tinha sido premeditado. Isso porque, pela direção dos disparos contra o veículo, os assassinos sabiam onde a vereadora estava sentada, embora os vidros do carro estivessem cobertos com película escura.

(*) Colaborou Lucas Costa do Portal AM1

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