Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

13 mil mulheres foram agredidas em Manaus no primeiro semestre

Denúncias passaram a ser mais frequentes após a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 e que completa 13 anos, nesta quarta, 7, entrar em vigor.

Mesmo com as leis de proteção, as mulheres ainda são agredidas e mortas por seus maridos, companheiros e namorados, (Foto: Divulgação)

A Delegacia de Crimes Contra a Mulher do Amazonas registrou, somente no primeiro semestre deste ano, 13.042 queixas de violência contra a mulher, segundo dados informados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM). Esse número é superior a igual período de 2018, quando foram registrados 11.736 denúncias.

A quantidade de vítimas que procurou a polícia, entre janeiro e junho deste ano, já ultrapassou a metade do total de denúncias registradas na delegacia em todo 2018, que encerrou o ano com 24.533 ocorrências. A natureza dos crimes de violência doméstica contra a mulher envolve casos de ameaça, injuria, difamação entre outros.

O aumento desses números mostra uma triste realidade e expõe uma desigualdade de gênero violenta. Mas, especialistas afirmam que o crescimento dessas denúncias é graças a lei federal 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que entrou em vigor no dia 7 de agosto de 2006, há 13 anos.

Em entrevista ao Amazonas1, a titular da Delegacia da Mulher, delegada Débora Mafra, afirmou que esses números elevados da violência doméstica no Amazonas mostra que as mulheres estão rompendo as barreiras e denunciando as agressões sofridas por seus companheiros.

“Sabemos que ainda tem uma sub notificação, que tem uma demanda reprimida dentro das casas de Manaus. Mas com o tempo, as vítimas vão acordando e vão querendo solucionar os problemas de violência em suas casas” disse a delegada.

Lei Maria Da Penha

Completando 13 anos em vigor nesta quarta-feira, 7, a Lei Maria da Penha foi um marco fundamental na caminhada ao combate à violência doméstica contra a mulher e no amparo a essa vítima, ressalta Débora Mafra.

 

Delegada Débora Mafra afirma que mulheres têm que denunciar qualquer tipo de violência que estejam sofrendo (Foto: Divulgação)

“São as medidas protetivas de urgência que retira o agressor do lar mesmo que a residência seja somente de propriedade do agressor. É colocado um limite mínimo de distância do agressor com a vítima, evitando comunicação por ambas as partes, ajudando a combater o femínicídio”, explicou.

Débora ressalta que boa parte das mulheres que morreram no Brasil de violência doméstica, foram aquelas que nunca denunciaram seus companheiros e deixa um recado às mulheres do Amazonas que, por ventura, estejam sofrendo qualquer tipo de violência, seja verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial: que procure a delegacia nem que seja para buscar uma orientação para que possa sair desse ciclo de violência.

Veja a entrevista com a delegada:

https://www.facebook.com/JorgeManuelNeuer/videos/807459076317220/