(Fotos: Divulgação/TCE & Alex Pazuello/Secom)
Manaus (AM) – O conselheiro Ari Moutinho Jr., do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), fez duras acusações em referências à gestão de Wilson Lima (União Progressista) e interpretou o resultado das eleições como um basta dos eleitores.
No pronunciamento feito na sessão desta terça-feira (6) do TCE, ele afirmou que o povo não aceitou mais “gracejos”, “danças”, “deboches” e a “homologação do que quadrilhas fizeram no Estado nos últimos oito anos”. Wilson não conquistou uma vaga no Senado e terminou a disputa em 4 lugar.
“O povo fez a parte dele”, declarou Moutinho, ao propor uma moção aos senadores Eduardo Braga e Plínio Valério pela vitória eleitoral.
O conselheiro foi nomeado para o TCE-AM em dezembro de 2008 pelo então governador Eduardo Braga, após aprovação da indicação pela Assembleia Legislativa.
Para Moutinho, o silêncio dos eleitores durante a campanha escondia uma insatisfação que apareceu nas urnas. “Eu acho que esta foi a eleição mais calada da história do Estado”, afirmou. Também comemorou a passagem de Omar Aziz e Maria do Carmo ao segundo turno, dizendo que ambos não integram o que chamou de “verdadeiras organizações criminosas” à frente do Estado nos últimos oito anos.
“Educação falida”
A educação foi o principal alvo das críticas. O conselheiro classificou a área como “falida, assaltada, vilipendiada, violentada” e afirmou que crianças estão sem merenda na capital e no interior.
Moutinho relatou ter encontrado condições precárias na escola onde votou, no bairro Nova Esperança, em Manaus. Segundo ele, a unidade estava sem ar-condicionado, e a espera para votar durou uma hora e meia. “A escola, um verdadeiro lixo, um sofrimento”, disse, ao questionar a responsabilidade dos gestores pelas condições oferecidas aos estudantes.
Frente a frente com o conselheiro Luís Fabian, que foi secretário de Educação na gestão de Wilson Lima, Ari Moutinho criticou os últimos gestores da pasta, empregou expressões como “assaltantes”, “farsantes” e “ladrões do futuro das crianças amazonenses”. “Não têm o mínimo de remorso?”, questionou.
A cobrança também atingiu o próprio Tribunal de Contas. Moutinho propôs uma “mea culpa de todos nós” e afirmou que o resultado eleitoral deixou um recado ao Judiciário.
“Não existem intocáveis. Não existem poderosos que não respeitem o maior de todos os poderes, que é a soberania popular”, declarou.
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