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Bolsonaro diz em live que urnas são violáveis e dispara: ‘defendo a democracia’

Presidente apresentou suas provas de de que havia fraude eleitoral nas urnas, e aproveitou para atacar o ministro Luís Roberto Barroso, do TSE
Lucas Rodrigues – Portal AM1
• Publicado em 29 de julho de 2021 – 20:49
Bolsonaro apresenta provas de fraude eleitoral e dispara: 'defendo a democracia'
Foto: Raphael Veleda/Metrópoles

BRASÍLIA, DF – Durante a live semanal desta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou suas provas de que houve fraude eleitoral nas eleições de 2018. Na live, Bolsonaro estava acompanhado de um homem identificado apenas como Eduardo, que ele disse ser especialista no assunto.

No início da live, transmitida tanto pelas redes sociais como pela TV Brasil, o presidente afirmou que sempre foi favorável às urnas, mas que a atual tecnologia usada é a mesma desde a década de 1990. Ele aproveitou para criticar o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a sua defesa do voto impresso.

Leia mais: ‘Vou apresentar as provas de fraudes’, garante Bolsonaro sobre eleições de 2014

“Estamos tentando oferecer mais uma maneira de dar transparência às eleições e o senhor é contra, sr. Barroso? Onde quer chegar esse homem que preside o TSE?”, questionou.

Bolsonaro afirmou que “está no meio do povo”, e que “ninguém é dono da verdade”. Segundo ele, os chefes de poderes deveriam ser mais humildes e reconhecerem a vontade popular. “Eu só posso saber o que o povo sente se estiver no meio dele. O que está em jogo é a liberdade, e as eleições estão ligadas à liberdade. Eu defendo a democracia acima de tudo”, salientou.

“Provas”

O presidente, entretanto, não conseguiu apresentar provas concretas. No início da apresentação, ele deixou claro que não eram provas, mas sim “indícios” de que as urnas haviam sido fraudadas nas eleições de 2018 e 2020, inclusive. A apresentação dos indícios foi feita apenas pelo homem chamado Eduardo. Após a live, segundo o site Metrópoles, o presidente identificou o homem como sendo o coronel da reserva Eduardo Gomes, que apresentou os dados no lugar do especialista que não se sentiu à vontade para ir ao Palácio do Planalto.

“Eduardo” era o coronel da reserva Eduardo Gomes. Foto: Raphael Veleda/Metrópoles

A apresentação começou com a exibição de um vídeo mostrando como deveria ser o voto impresso e auditável. Segundo o vídeo, vota-se na urna, e ao lado, está uma impressora protegida por vidro. Sem tocar, o eleitor confere o voto, e a impressora manda o comprovante para uma urna lacrada.

“Há uma desconfiança de toda a população ou de boa parte dela com relação às urnas eletrônicas, seja por experiência própria ou porque viram algo na internet, e não se sentem confortáveis com ela. Todo cidadão tem direito a saber se seu voto foi considerado, e se não há qualquer fraude eleitoral”, afirmou Eduardo.

Logo em seguida, o presidente e Eduardo apresentaram vídeos nas eleições de 2018. Nos vídeos, aparecem relatos de pessoas que dizem não ter conseguido votar 17 nas urnas, mas que, ao apertarem apenas o 1 na urna, já aparecia o número 13. Nas últimas eleições, Bolsonaro se apresentou com o número 17, do PSL, enquanto o 13 era de Fernando Haddad (PT).

Apuração

Além dos vídeos com os relatos, também foram apresentados vídeos da apuração em tempo real na Rede Globo. No momento da apuração apresentado, Bolsonaro tinha 49% dos votos, enquanto Haddad tinha 26%, com um total de 50% das urnas apuradas.

De acordo com o especialista, a partir de um determinado momento na apuração, em vez de subir ainda mais, confirmando as pesquisas de intenções de votos, Bolsonaro acaba caindo. No vídeo, se credita isso à apuração dos votos da região Nordeste do país.

“Pelo o que nós analisamos, o presidente Bolsonaro venceria no Sudeste do país, como de fato, aconteceu, se seguíssemos as pesquisas de intenções de votos. Os votos que faltaram teriam feito ele ultrapassar”, afirmou.

Outros dados apresentados por Bolsonaro foram os das eleições de 2014, quando a apuração foi feita minuto a minuto. Segundo o presidente, o padrão era como se, no prazo de 240 minutos, uma moeda desse cara ou coroa. Ele prometeu encaminhar os dados à Polícia Federal (PF).

Recomendações da Polícia Federal

Quem também acompanhou Bolsonaro na transmissão foi o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Torres afirmou que peritos da PF foram convidados pelo TSE para acompanhar as apurações e destacar recomendações dos sistemas de segurança.

“Nas recomendações que este grupo de peritos fez, está a que o sistema de votação deve ser auditável em todas as suas etapas, já que não é possível auditar a etapa entre a votação e a contabilização e, sendo assim, não há como corresponder o voto do eleitor específico”, apontou.

Torres também informou que os peritos disseram, em relatório, que as chaves e a criptografia do sistema eleitoral não são bem protegidas, e que um acesso indevido ao cartão compact flash, que guarda os dados das votações, pode extrair os dados e obter chaves privadas para alterar resultados.

“Isso é um comprometimento grave, que pode minar a confiança do sistema e gerar uma fraude eleitoral. Isso foi detectado em 2016, quando o presidente Bolsonaro ainda não estava na função. Já em 2019, os peritos continuaram recomendando o aumento da proteção e o voto impresso para fins de auditoria por mais maduros que sejam os softwares”, salientou Torres.

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