Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

Bolsonaro chama linguagem neutra de ‘linguagem dos gays’ e critica: ‘estraga a garotada’

Presidente disse que presença da linguagem neutra "estimula a molecada a se interessar por essa coisa", e que "estraga a garotada"

Bolsonaro ironiza suspensão das prévias do PSDB: ‘é o tal do voto eletrônico’

Foto: Reprodução/Youtube

BRASÍLIA, DF – Durante conversa com apoiadores nesta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou a linguagem neutra de “linguagem dos gays” e disse que ela “estraga a garotada”.

O presidente estava no cercadinho em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, quando comentou sobre o Exame Nacional do Ensino Médio [Enem] de 2019. Ele ainda disse que não tem nada contra “gays”, “nem a favor”. Bolsonaro ainda disse que o próximo Enem “vai ser nosso”.

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“Lembra dois anos atrás a questão da linguagem neutra dos gays [no Enem]? Não tenho nada contra, nem a favor. Cada um faz o que bem entender com seu corpo. Mas por que a linguagem neutra dos gays? Que que soma para gente numa redação? Agora, estimula a molecada se interessar por essa coisa, por…”

Em seguida, um apoiador diz que “vai estragando a linguagem”, e Bolsonaro diz que isso é “de menos”. “A linguagem é o de menos, vai estragando a garotada”, afirmou. A linguagem cria pronomes que contemplam pessoas não-binárias, isto é, que não se identificam com o gênero masculino ou feminino, e não diz respeito à orientação sexual.

Polêmicas

Na semana do Enem, Bolsonaro estava em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na ocasião, o presidente disse que o teste, que garante acesso às universidades federais, “começava a ter a cara do governo”. Ele ainda chegou a ser acusado de interferir no Exame, mas negou a acusação.

“Alguns querem que a gente mude de uma hora para outra. Começa a mudança agora. O próximo Enem que vai ser nosso. Falar que tinha que interferir… Se eu pudesse interferir, não seria esse tipo de Enem que tá aí. De jeito nenhum”, disse Bolsonaro a apoiadores.

Depois da prova deste ano, o banco de questões do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que gerencia o Enem, passa a ter apenas questões formuladas durante o governo Bolsonaro.

(*) Com informações da Folha de S.Paulo.

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