(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Brasília (DF) – Em semana de discussão da reforma tributária, o texto tem gerado uma tensão. Esse é o sentimento comum. O plano de trabalho deve ser apresentado nesta quarta-feira (23).
Até o início desta semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) recebeu mais de 1400 propostas de alteração do texto original. O documento foi enviado pela Câmara dos Deputados em agosto, e deve ser votado até o fim da primeira quinzena de dezembro.
O relator da proposta é o senador Eduardo Braga (MDB-AM).
Segundo a lei n.º 14.788/2023, os incentivos fiscais concedidos à Zona Franca de Manaus (ZFM) serão mantidos até 2074.
No entanto, para o advogado Gabriel Santana, a versão do texto discutida no Senado pode gerar insegurança jurídica à ZFM.
“Considerando que a região depende de incentivos fiscais para atrair e manter investimentos, o texto atual da reforma tributária, ao não assegurar garantias claras para esses incentivos, coloca em risco a estabilidade da ZFM”, diz Santana.
No início de outubro, o presidente da Eletros, Jorge Nascimento, pontuou durante uma audiência na CCJ que a retirada de vantagens da ZFM ameaça investimentos e postos de trabalho.
“Não podemos aceitar que sejam retiradas as vantagens competitivas da ZFM. Sob o risco de termos uma fuga de investimentos, saída de empresas da Zona Franca e o principal: a perda dos postos de trabalho”, disse.
O economista Farid Mendonça afirmou ao Portal AM1 que a proposta altera as faixas de descontos, conhecidas como crédito presumido.
Atualmente, a Zona Franca possui quatro áreas padrões que vão de 55% a 100% de isenção.
- 55% bens industrializados;
- 75% bens de capital;
- 90,5% bens intermediários;
- 100% bens de informática.
Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) divulgados em outubro do ano passado mostram que a ZFM faturou R$ 146,9 bilhões.
Em 2022, o montante foi superior, R$ 177 bilhões. O resultado está ligado ao desaquecimento do mercado.
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