Manaus, 3 de setembro de 2026
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Cenário

Cerco aperta: PF e TRE fazem busca e apreensão na sede da Aadesam

Computadores do RH foram levados enquanto Justiça Eleitoral investiga demissões, admissões e possíveis irregularidades em plena corrida eleitoral.

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(Foto: Reprodução/ Redes Sociais e Divulgação/Aadesam )

Manaus (AM) — Equipes da Polícia Federal (PF) e do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cumpriram, na tarde desta quinta-feira (3), uma medida de busca e apreensão na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), no Centro de Manaus.

Segundo informações obtidas, computadores do setor de Recursos Humanos foram levados durante a ação. Até o momento, não foram divulgados oficialmente detalhes sobre o material apreendido nem os alvos da medida.

A operação ocorre em meio a uma investigação da Justiça Eleitoral sobre demissões, contratações e movimentações de trabalhadores da Aadesam durante o período eleitoral.

Em matéria feita pelo Portal AM1 mostrada anteriormente, o Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou 461 desligamentos entre 1º e 3 de julho, além de mais de 140 admissões no mesmo período, às vésperas do início das restrições previstas pela legislação eleitoral.

A concentração das movimentações levantou suspeitas e levou o MPE a investigar se houve uso da estrutura da agência para fins político-eleitorais.

TRE já havia cobrado documentos

Em agosto, o TRE-AM determinou que a Aadesam apresentasse informações detalhadas sobre demissões, admissões e contratações realizadas desde 1º de julho.

A Justiça também exigiu documentos e registros do setor de Recursos Humanos e proibiu alterações ou exclusões de dados relacionados às movimentações investigadas sem autorização judicial.

Além disso, o TRE suspendeu a transferência de trabalhadores da Aadesam para municípios do interior do Amazonas.

A investigação também reúne relatos encaminhados ao Ministério Público sobre suposta pressão política sobre trabalhadores e possível assinatura de documentos com datas retroativas. As suspeitas ainda estão sendo apuradas e não representam conclusão de irregularidade.

Investigação chega à sede da Aadesam

A busca e apreensão desta quinta-feira marca um novo avanço na apuração. Depois de determinar a entrega e preservação de documentos, a Justiça Eleitoral agora realizou uma diligência diretamente na sede da agência, com participação da Polícia Federal.

A Aadesam é presidida por William Alexandre Silva de Abreu, que já aparece no processo por comandar a agência durante o período das movimentações investigadas.

O caso também tem repercussão política porque a investigação eleitoral envolve o governador e candidato à reeleição Roberto Cidade, além do vice-governador Serafim Corrêa. A presença dos nomes no processo não significa condenação ou comprovação de participação nas supostas irregularidades.

 

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