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Deputados do Amazonas criticam ‘cabides de emprego’ da Seduc

Os 46 membros que compõem os cinco Grupos de Trabalho (GT's) da Secretária de Estado de Educação (Seduc) ganham salários que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil


Os Grupos de Trabalho (GT’s) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), também chamados como ‘cabides de empregos’ por deputados de oposição na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), viraram alvo de críticas dos parlamentares estaduais. Os grupos foram criados no último governo de Amazonino Mendes (2017-2018) e mantidos pelo governador Wilson Lima.

De acordo com o deputado estadual, Wilker Barreto (PHS), a situação foge da realidade em que se encontra a Seduc e é um erro grave do Governo do Estado. “Pior fica quando há um apadrinhamento político e ainda mais quando o Estado do Amazonas se encontra em gravíssima situação financeira. Então, eu vejo isso como mais um dos vários erros que já cometeu esse governo em um curto espaço de tempo” disse o parlamentar.

Os 46 membros que compõem os cinco Grupos de Trabalho (GT’s) da Secretária de Estado de Educação (Seduc). (Divulgação)

Para o deputado Dermilson Chagas (PP), o secretário da Educação, Luiz Castro, criou o grupo a fim de beneficiar os seus ‘correligionários’. “Esse Grupo de Trabalho é cabide de emprego que o Luiz Castro criou para os amigos. Não tem a menor necessidade de esse grupo existir, a Seduc tem funcionários demais. O que ele fez? Pegou as muitas pessoas que trabalham com ele e deu essa gratificação para ajudar os amigos.”

O parlamentar afirma ainda que vai levar o caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Vou pedir ao TCE para acabar com esse Grupo de Trabalho, que é uma vergonha. Não justifica essa quantidade de pessoas que estão recebendo esse montante de salário que já é dever e obrigação do servidor fazer” declarou.

A equipe do AM1 entrou em contato com o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Carlinhos Bessa (PV), mas não obtivemos retorno até o fechamento da reportagem.

Entenda o caso

Os 46 membros que compõem os cinco Grupos de Trabalho (GT’s) da Secretária de Estado de Educação (Seduc) são funcionários que atuam na secretaria como servidor efetivo ou comissionado, com salários que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Com a nomeação deles para atuar nos grupos, eles passaram a receber uma espécie de “bônus” de, aproximadamente, R$ 5 mil.

Na relação de membros, há candidatos derrotados nas últimas eleições, filiados a partidos políticos, advogados eleitorais e funcionários técnicos em Educação. Eles foram chamados na Seduc de “afilhados políticos”, porque foram escolhidos sem processo seletivo interno.

Data-base dos professores

Os trabalhadores da educação estão com a data-base atrasada desde o dia 1º de março e estão reivindicando o reajuste de 15% alegando que o saldo cabe no orçamento da Seduc, já que os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foram repassados à secretaria.

No entanto, em reunião com o sindicato da categoria foi informado que seria possível um reajuste de apenas 4%.

 

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