Manaus, 27 de julho de 2026
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Cenário

Condenado por fake news, Alberto Neto associa Lula à ‘milícia digital’

A nova investida de Alberto Neto faz parte do mais novo ataque da bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados contra Lula.

(Foto: Instagram/Alberto Neto)

Manaus (AM) – Condenado em julho de 2022 por divulgar fake news nas redes sociais, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) compartilhou um post nas redes sociais, atribuindo ao presidente Lula (PT) e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, o comando de milícia digital.

Sem explicar o contexto da publicação, o deputado apenas postou uma imagem com a legenda “esse powerpoint tá diferente”, também fazendo menção ao PowerPoint da Lava Jato, que causou a prisão do petista em 2018. Em 2021, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a incompetência da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), anulando as ações penais contra Lula.

 

https://www.instagram.com/p/C1pmHxhpNh3/

A nova investida de Alberto Neto faz parte do mais novo ataque da bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados contra Lula.

Influência nas redes sociais

Na quarta-feira (3), o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou um requerimento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação da Mynd — agência responsável por perfis de entretenimento e ativismo político.

Uma das empresas acusadas de fazer parte de “milícia digital” é a Mynd — responsável por administrar 34 perfis de fofoca como a “Fuxiquei e “Gina”. Já os “Youtubers pela democracia” é composto por 10 canais de influenciadores que teriam trabalhado na campanha de Lula.

https://www.instagram.com/p/C1qGSzzNEsh/

Fake News

Em julho do ano passado, Alberto Neto foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por divulgar uma notícia falsa após a chacina na favela do Jacarezinho, que ocorreu em maio de 2021.

O deputado bolsonarista compartilhou um vídeo de Adriana Santana de Araújo Rodrigues, mãe de um dos mortos na chacina, segurando um fuzil. A mensagem falsa – que estava vinculada ao vídeo – ironizava o fato de a mãe de uma das vítimas pedir justiça em rede nacional.

Na época, a polícia alegou que a mulher que aparecia no vídeo não era Adriana Santana de Araújo Rodrigues, como estavam afirmando os bolsonaristas.

Alberto Neto também foi um dos parlamentares do Amazonas que votou contra o pedido de urgência para o projeto das fake news na Câmara dos Deputados.

A proposta estabelece as regras para regulação das plataformas digitais, que podem gerar punições e forçar a retirada de conteúdos ilegais, como de pedofilia, violência contra escolas, infância, terrorismo, e atentado contra a democracia.

Questionado pelo Portal AM1, se o deputado tem provas que o presidente usa milícias digitais, Alberto Neto não respondeu. O deputado também não comentou o fato de nunca ter criticado o aliado e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros.

Durante a pandemia, Bolsonaro também incentivou carreatas, incentivou a população a se infectar para causar a chamada “imunidade de rebanho” e divulgou fake news sobre a vacina contra a Covid-19.

 

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