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29 de setembro de 2020
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Pré-candidatos à prefeitura comentam sobre saída da Sony de Manaus

Em maio deste ano, projeções realizadas pela Suframa já apontavam redução de 30% nos empregos proporcionados pelo Polo Industrial de Manaus

Pré-candidatos à prefeitura comentam sobre saída da Sony de Manaus

Durante a manhã da última terça-feira (15), a gigante do polo de eletroeletrônicos, Sony, declarou que está com seus dias contados no Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo nota, a empresa japonesa está fechando suas portas em março de 2021.

Leia mais em: FIEAM confirma saída da Sony do Polo Industrial de Manaus

Sobre a saída da Sony, o Portal AM1 conversou com pré-candidatos à prefeitura de Manaus sobre o assunto, para opiniões e possíveis alternativas para reverter o cenário econômico do Polo Industrial.

Segundo Amazonino Mendes, pré-candidato pelo Podemos, a saída da empresa é uma mensagem de que Manaus e o estado necessitam de manobras para solucionar o cenário de dificuldades que a economia enfrenta. “Para nós, é uma mensagem clara para que o Brasil, o Amazonas e Manaus também busquem ter agilidade nas suas decisões econômicas, nas suas estratégias e atração de novos investimentos”, disse o pré-candidato.

Em outro trecho, Amazonino declara que uma das alternativas possíveis, que estão entre os novos investimentos a serem explorados no estado, estão investimentos em recursos ambientais sustentáveis. “Com destaque para os projetos que utilizem os recursos ambientalmente sustentáveis da Amazônia, da floresta, que é a maior riqueza da nossa população, e o mundo inteiro deseja e está querendo ajudar a preservar”, afirmou.

Em maio deste ano, projeções realizadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) já apontavam possíveis reduções no quadro de empregos do Distrito Industrial. O quadro seria reduzido em cerca de 30%.

Leia mais em: Com coronavírus, Zona Franca pode perder até 30% dos empregos

Sinal amarelo acendendo

Pelo mesmo caminho, o pré-candidato Chico Preto (DC) declara que a saída da Sony acende um ‘sinal amarelo’ de atenção ao estado na busca por soluções para o cenário de crise.

“Lamentável e preocupante. A Sony do Brasil é uma empresa tradicional e que influencia muito no segmento dela e isso acende um sinal amarelo, para que o governo brasileiro e o governo do estado vejam a fragilidade da política fiscal e de incentivos, para que não tenhamos ai outras perdas no segmento. É um sinal amarelo acedendo que pede atenção dos governos em diálogos para ajustes no cenário, para que empresas não continuem deixando o estado e o Brasil”, declarou o pré-candidato.

Leia mais: Wilson lamenta saída da Sony do PIM: ‘menos recursos e menos empregos no Amazonas’

Política perversa do governo Bolsonaro

Marcelo Amil, pré-candidato pelo PCdoB, respondeu ao Portal AM1, que a saída da Sony faz parte de um processo de saída de várias empresas do Polo Industrial do Amazonas. As saída seriam, segundo o pré-candidato, reflexos do governo Bolsonaro.

“A saída da Sony é mais um resultado dessa política econômica perversa que o governo Bolsonaro evidência. Tanto que há 1 ano tivemos o presidente atacando a BIC, que é uma das maiores geradoras de emprego do Polo Industrial de Manaus. Infelizmente foi-se a Sony, infelizmente outras virão”, disse o pré-candidato.

Prenúncio para nova matriz econômica

Recentemente confirmado como vice na chapa ao lado de Alberto Neto (PRB), Orsine Jr (PMN) conversou com nossa equipe sobre a saída da empresa de Manaus. Para Orsine, a saída é um prenúncio para a busca de novas alternativas econômicas para Manaus.

“Eu acredito que isso é um prenúncio de que realmente precisamos de uma nova matriz econômica na nossa cidade. Estamos caminhando para momentos mais difíceis na economia”. Em outro trecho, Orsine completa: “A mineração, o turismo, a bioeconomia e as startups também são outras maneiras de potencializamos economicamente nosso Estado”, diz.

Independência da Zona Franca

O pré-candidato à prefeitura de Manaus pelo PSD, Ricardo Nicolau, declarou ao Portal AM1, que Manaus e o estado precisa buscar outras alternativas de renda para que quando situações como essa aconteçam, a economia tenha independência.

“A saída da Sony de Manaus é péssima para a cidade e para o estado, porque perdemos uma empresa importante para a nossa economia e vários empregos, além de enfraquecer a Zona Franca. Precisamos fortalecer outros polos de geração de renda em Manaus, independentemente da Zona Franca, exatamente para que, quando acontecerem situações como esta, tenhamos força em outros segmentos da economia”, declarou o pré-candidato.

O Governo Federal ameaça o tempo todo a Zona Franca

Segundo o pré-candidato pelo PT, José Ricardo, a saída da empresa da capital representa mais uma vez as ameaças feitas pelo governo federal, na retirada de incentivos fiscais para o segmento.

“O Governo Federal ameaça o tempo todo a Zona Franca de Manaus, com a retirada incentivos fiscais, e é um dos responsáveis pela saída de mais uma empresa daqui da cidade. Temos que lutar para fortalecer a ZFM e atrair mais empresas e não aceitar um governo que é contra a economia do Estado do Amazonas”, declara.

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