(Foto: Divulgação/ João Dejacy-Assessoria e Reprodução)
Manaus (AM) – O deputado federal e pré-candidato ao Senado Alberto Neto (PL) reconheceu publicamente que a estratégia adotada pelo próprio partido para sustentar a pré-candidatura de Maria do Carmo Seffair ao Governo do Amazonas foi um “erro de comunicação”.
A declaração, feita durante entrevista ao programa Em Alta, da rádio Antena 1 Manaus, nesta segunda-feira (20), expõe um desgaste na condução política do PL em meio às articulações para as eleições de 2026.
A avaliação do parlamentar reforça um cenário que já vinha alimentando especulações nos bastidores. Mesmo após sucessivas manifestações públicas de que permaneceria na disputa pelo governo, Maria do Carmo continuou sendo alvo de dúvidas sobre seu futuro político, obrigando o grupo a reafirmar repetidamente sua condição de pré-candidata.
Para Alberto Neto, a insistência acabou produzindo o efeito contrário ao esperado.
“Eu acredito que foi um erro, sim, eu admito, um erro de comunicação. Acho que ficar perdendo tempo reafirmando que é pré-candidato foi um erro da parte dela”, afirmou.
Embora tenha dito que respeita a decisão da empresária, o deputado deixou claro que a necessidade constante de reafirmar a candidatura revelava a dificuldade do PL em convencer até mesmo sua própria base de que o projeto estava consolidado.
Segundo ele, Maria do Carmo insistia no discurso porque recebia questionamentos frequentes de eleitores e cabos eleitorais sobre sua permanência na disputa.
“Ela sentia essa necessidade de se reafirmar porque tinha um feedback da população, dos cabos eleitorais”, declarou.
A fala evidencia que a estratégia de comunicação adotada pelo partido não conseguiu afastar as incertezas em torno da candidatura. Ao contrário, a repetição das declarações acabou alimentando novos questionamentos sobre a solidez do projeto político do PL para o Governo do Amazonas.
Durante a entrevista, Alberto Neto também atribuiu as dificuldades ao peso da máquina pública nas disputas eleitorais. Ao comparar sua campanha à Prefeitura de Manaus com a disputa estadual, afirmou que a oposição enfrenta uma batalha desigual.
“Eu disputei contra a máquina da prefeitura, que é menor do que a do Estado. A gente sangra, a gente sofre. É uma briga desigual.”
Mesmo admitindo falhas na condução da comunicação e reconhecendo os desafios da pré-campanha, o deputado afirmou acreditar que a oposição pode vencer em 2026 e citou a eleição de Wilson Lima, em 2018, como exemplo de que é possível derrotar um grupo que está no poder.
A declaração de Alberto Neto ocorre em um momento em que o PL ainda tenta consolidar sua estratégia para a sucessão estadual, enquanto persistem as especulações sobre a composição da chapa majoritária e o papel que Maria do Carmo ocupará na disputa.
LEIA MAIS:





