Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Ex-prefeito de Manaquiri é multado pelo TCE por irregularidades e terá que devolver R$ 6,4 milhões

Caso envolve a administração de Aguinaldo Martins Rodrigues em 2015 e segue para análise da Câmara Municipal.

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(Foto: Divulgação /TCE e Reprodução /Redes sociais)

Manaus (AM) – O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas aplicou multa de R$ 68.271,96 ao ex-prefeito de Manaquiri, Aguinaldo Martins Rodrigues, por uma série de irregularidades consideradas graves na gestão de 2015. Entre os principais motivos estão a falta de comprovação de despesas públicas, falhas no controle financeiro e descumprimento de obrigações legais relacionadas à transparência.

A decisão foi tomada por unanimidade e integra o julgamento das contas do ex-gestor, que também foram consideradas irregulares pelo tribunal. Além da multa, o TCE-AM determinou a devolução de mais de R$ 6,4 milhões aos cofres públicos.

Motivos da multa

De acordo com o relatório, a penalidade foi aplicada devido a diversas falhas na administração, incluindo:

  • Gastos elevados sem comprovação, como compras de materiais de expediente, combustíveis e itens esportivos sem registros de uso ou distribuição;
  • Falta de controle de caixa e ausência de documentos que comprovem movimentações financeiras;
  • Não envio de relatórios obrigatórios de gestão fiscal;
  • Irregularidades no uso de recursos públicos, incluindo verbas do Fundeb sem identificação de fornecedores;
  • Problemas no recolhimento de contribuições previdenciárias, incluindo valores descontados de servidores e não repassados ao fundo municipal.

Segundo o tribunal, essas falhas configuram infrações graves à legislação e comprometem a regularidade das contas públicas.

Contas reprovadas

Além da multa, o TCE-AM emitiu parecer prévio recomendando à Câmara Municipal a desaprovação das contas de governo do ex-prefeito. A decisão final ainda caberá aos vereadores do município.

O tribunal destacou que diversas irregularidades não foram corrigidas ao longo do processo, mesmo após notificações.

Impacto financeiro

Outro ponto relevante é o valor total considerado irregular: R$ 6.488.126,08. Esse montante deverá ser devolvido pelo ex-prefeito, por falta de comprovação de uso adequado dos recursos públicos.

O gestor terá prazo de 30 dias para pagar tanto a multa quanto o valor a ser ressarcido. Caso não cumpra, poderá responder a cobranças judiciais.

Possíveis consequências

O processo também foi encaminhado ao Ministério Público para análise de possíveis crimes, principalmente relacionados ao não repasse de contribuições previdenciárias.

A decisão reforça a necessidade de rigor na gestão dos recursos públicos e no cumprimento das normas de transparência, especialmente em administrações municipais.

Confira o documento:

 

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