Manaus, 24 de setembro de 2026
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Manaus, 24 de setembro de 2026

Política

Flávio desafia Lula e defende a manutenção das bets no Brasil

Candidato do PL quer manter apostas esportivas sob controle e proibir cassinos on-line.

Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Fotos: Luciano Martins/AtoPress/Folhapress e Ricardo Stuckert/PR)

Brasília (DF) – O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se posicionou nesta quarta-feira (23) contra o fim das apostas esportivas no Brasil. O candidato defendeu a manutenção das bets voltadas a eventos esportivos e propôs o encerramento dos cassinos online, como os jogos conhecidos como “Tigrinho”.

A declaração ocorre em meio à ofensiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra as plataformas de apostas. O petista afirmou que, se depender de sua vontade, as bets serão proibidas no país e passou a abordar o tema na campanha à reeleição, citando casos de endividamento e vício em jogos.

Flávio separa apostas esportivas de cassinos

Flávio afirmou que apostas em partidas de futebol, vôlei e tênis devem ser diferenciadas dos jogos de cassino oferecidos pela internet. Segundo o candidato, as apostas esportivas poderiam continuar funcionando sob regras de fiscalização e controle, enquanto os cassinos online seriam proibidos.

A legislação brasileira atualmente permite as duas modalidades dentro do mercado de apostas de quota fixa. Desde janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda podem operar legalmente no país.

Críticas a Lula

Ao reagir à ofensiva de Lula contra as bets e os cassinos on-line, Flávio Bolsonaro também fez críticas ao presidente. Em participação em seu podcast nesta quarta-feira (23), o candidato do PL associou o endividamento de brasileiros aos jogos on-line e responsabilizou o governo petista pela falta de fiscalização do setor.

Na ocasião, Flávio chamou Lula de “pai do tigrinho” e afirmou que o jogo estaria contribuindo para o endividamento da população.

“Lula trouxe dois males para o Brasil que são filhos dele: um é o Lulinha; o outro, o tigrinho. É o tigrinho que está acabando com a vida das pessoas e deixando todo mundo endividado”, afirmou.

Apesar das críticas aos cassinos on-line, Flávio defendeu a manutenção das apostas esportivas, desde que submetidas a regras e fiscalização. A proposta estabelece uma distinção entre as duas modalidades, em contraposição à ofensiva de Lula contra o setor.

Mercado reúne milhões de apostadores

Dados do Ministério da Fazenda divulgados em agosto apontaram cerca de 40 milhões de pessoas ativas no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap). O governo também informou que 827.304 pessoas estavam impedidas de apostar após renegociarem dívidas.

A pasta mantém ainda uma plataforma de autoexclusão, que permite ao usuário bloquear voluntariamente o acesso às casas de apostas autorizadas. Até agosto, mais de 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão haviam sido registrados.

Tema entra na disputa presidencial

As posições de Flávio Bolsonaro e Lula colocam a regulamentação das apostas entre os temas discutidos na campanha presidencial. Enquanto o candidato do PL defende a separação entre apostas esportivas e cassinos online, Lula tem defendido medidas mais amplas contra as plataformas.

O mercado de apostas de quota fixa é regulamentado pelas Leis nº 13.756/2018 e nº 14.790/2023, e a fiscalização cabe à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

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