Manaus, 25 de maio de 2024
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Economia

Haddad destaca que últimos dados da inflação se comportaram ‘muito bem’

O ministro não sabe dizer se o Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne nesta quarta, irá cortar a Selic em 0,50 ponto porcentual.

Haddad destaca que últimos dados da inflação se comportaram ‘muito bem’

(Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Brasília – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou nesta quarta-feira, 8, que os últimos indicadores de inflação têm se comportado “muito bem”, ao mesmo tempo, em que a taxa de juros no Brasil continua sendo uma das mais elevadas do mundo.

Durante participação no programa Bom Dia Ministro, da EBC, Haddad disse não saber se o Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne nesta quarta, irá cortar a Selic em 0,50 ponto porcentual, conforme indicava o último comunicado oficial da autarquia.

“Tem essa discussão sobre o tamanho dos cortes e respeita o comunicado anterior, que falava de 0,50 ponto, ou se vai haver uma alteração justificada”, afirmou o ministro, reforçando que não sabe qual será a decisão da autoridade monetária.

Haddad ainda destacou que o governo “tem feito sua parte” e que espera que o atual governo Lula complete os quatro anos de mandato com a inflação dentro do teto das metas estabelecidas.

O ministro também voltou a afirmar que este é o primeiro governo que tem que conviver com um presidente de Banco Central indicado pela administração anterior e que isso “não é simples”.

Ajuste fiscal

Haddad também afirmou no programa que o ajuste fiscal no Brasil precisa ser algo perene, para que o País não passe por “solavancos”. Segundo o ministro, o ajuste fiscal feito pelo atual governo tem sido feito “com a tranquilidade necessária” para não gerar esses solavancos.

“Antigamente era fácil fazer ajuste, porque você congelava salário de servidor”, disse Haddad, em referência ao que foi feito durante a administração do presidente Jair Bolsonaro. “Isso tudo é ficção porque uma hora o problema bate na porta. Era tudo fantasia, não era para valer”, reforçou o ministro, dizendo que a arrumação nas contas públicas não pode recair sobre “quem mais precisa”.

 

(*) Por Célia Froufe e Daniel Tozzi (Estadão Conteúdo)